Stefanik diz que Partido Democrata foi tomado por socialistas e pede mobilização na eleição legislativa de terça
Em programa da Fox, a deputada republicana por Nova York chamou a plataforma democrata de marxismo pleno e pediu que eleitores votem nas eleições de meio de mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada republicana por Nova York Elise Stefanik afirmou, em entrevista ao programa Life, Liberty & Levin, da Fox, que o Partido Democrata foi "totalmente tomado" pela ala socialista e que o que está em jogo na eleição legislativa de terça-feira é muito mais do que "esquerdismo radical": é, nas palavras dela, "marxismo pleno". As falas são da parlamentar e do apresentador Mark Levin, e não passam por checagem independente na transmissão.
Segundo Stefanik, a base eleitoral das primárias democratas deixou de ser a do partido tradicional dos pais e avós dos eleitores e passou ao controle dos Socialistas Democratas da América (DSA). Ela disse que esse grupo é antissemita e antiamericano e que defende, entre outras bandeiras, fronteiras abertas e a prioridade do marxismo sobre o capitalismo.
Disputa em Michigan e alerta em Nova York
O exemplo central foi a corrida ao Senado em Michigan, que, segundo a deputada, tornou-se uma disputa de primeira linha. Ela afirmou que o candidato democrata El-Sayed, a quem acusa de ser antissemita e antiamericano, venceu a primária por margem estreita. Stefanik descreveu a deputada Haylee Stevens como uma democrata mais tradicional e pró-Israel, ainda que de visão de esquerda em temas domésticos. Em seu apelo, pediu que republicanos, independentes e democratas de "bom senso" votem em Mike Rogers.
Sobre seu estado, Stefanik disse que há vários membros da Câmara, ou candidatos com boa chance de eleição, que são socialistas democratas. Segundo ela, se os eleitores não comparecerem às urnas, o grupo conhecido como "The Squad" tende a ficar "muito maior".
Críticas a Schumer e à agenda democrata
Levin afirmou que o senador Chuck Schumer, democrata de Nova York, teria autorizado um cheque de US$ 10 milhões, por meio do comitê de campanha do partido para o Senado, para apoiar El-Sayed. A informação foi dada pelo apresentador e não foi detalhada nem comprovada no trecho. Stefanik respondeu que o episódio mostra "desespero" e que Schumer, o democrata judeu de maior posição no país, tem aprovação muito baixa em seu estado. Para ela, o resultado de terça definirá os termos da disputa presidencial democrata rumo a 2028.
Levin e Stefanik listaram propostas que atribuem aos democratas: ampliar ou "empacotar" a Suprema Corte, abolir o Colégio Eleitoral, abrir as fronteiras e acabar com o ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos. Na avaliação do apresentador, isso significaria dar poder aos estados mais azuis e trazer milhões de imigrantes ilegais. Stefanik disse que a agenda "desfaz" a república constitucional e amplia o papel do Estado sobre as liberdades individuais.
O que isso significa para o mercado
A entrevista não trata de números econômicos, juros, câmbio ou bolsas. O recado político, porém, é direto: o resultado da eleição de meio de mandato definirá o equilíbrio de forças no Congresso, que tem a palavra final sobre impostos, gastos e regulação nos Estados Unidos. Para o investidor brasileiro, que acompanha o Nasdaq, os juros americanos e o dólar, esse é um fator a observar na agenda de Washington.
O tom da conversa é de campanha: o programa é abertamente alinhado aos republicanos, e as definições de "marxismo" e "socialismo" pertencem aos entrevistados. Ao final, Levin reforçou o apelo à participação eleitoral, e Stefanik pediu que todos os eleitores compareçam às urnas na terça-feira.







