Ex-chefe da CIA vê Irã sem pressão interna e defende endurecer ofensiva militar dos EUA
Em entrevista à Fox Business, Dan Hoffman afirma que bloqueio e sanções não bastam para derrubar o regime iraniano, enquanto os preços da gasolina seguem altos
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O ex-chefe de estação da CIA Dan Hoffman, hoje colaborador da Fox News, afirmou que o regime iraniano não enfrenta ameaça interna, apesar da forte pressão econômica causada pelo bloqueio e pelas sanções. Em entrevista ao programa "Fox Report", ele disse que os Estados Unidos podem precisar ampliar os ataques militares para forçar uma mudança de postura em Teerã.
O apresentador abriu a conversa lembrando que o tema pesa na cabeça do eleitor americano porque os preços da gasolina continuam elevados. Hoffman, que dirigiu a divisão de Oriente Médio da agência, disse que não há sinais de protestos em massa contra o governo do Irã, mesmo diante do que chamou de pressão econômica sem precedentes.
Regime resiste à pressão econômica
Na avaliação de Hoffman, o regime iraniano tem um limiar praticamente infinito de dor e está disposto a impor sofrimento à própria população. Segundo ele, não há indicação de que Teerã considere a guerra uma derrota.
O ex-agente citou três tentativas de aproximação com os iranianos: uma carta do vice-presidente Vance, as negociações que o Catar tenta mediar em Teerã e a viagem à capital iraniana, na semana passada, do ministro da Defesa saudita, do chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês e de um chefe de inteligência da Turquia. Para Hoffman, os iranianos não estão implorando por negociação nos termos americanos.
Hoffman avalia que o objetivo de Teerã é transformar o conflito em uma guerra sem fim e atolar os Estados Unidos no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que tenta reduzir a capacidade americana de projetar poder na região.
O que está em jogo
O apresentador citou o general Jack Keane, analista militar da Fox News, para quem é preciso tirar esse regime do poder de uma vez por todas. Segundo Keane, isso não se consegue apenas com pressão econômica, já que o regime teria grande resiliência e não se importaria com o próprio povo. O general afirmou que os EUA têm capacidade ofensiva significativa para destruir boa parte do arsenal iraniano e defendeu criar condições para um caminho genuíno de colapso do regime.
Pressionado sobre o que mais seria possível depois dos ataques já realizados, Hoffman respondeu que intensificar os ataques cinéticos é uma opção. Segundo ele, os ataques feitos até agora não levaram o Irã a negociar de boa-fé. Ele acrescentou que, sem essas ações, o governo Trump não estaria preparado para eventuais ofensivas iranianas.
O ex-chefe da CIA descreveu um arsenal que inclui mísseis balísticos e drones dispersos pelo país, que seriam direcionados a aliados do Golfo, a bases americanas na região e a infraestrutura crítica de energia, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, entre outros locais. Citou ainda operações híbridas e assimétricas em escala mundial, incluindo assassinatos, e lembrou que iranianos já tentaram matar o presidente Trump e o secretário de Estado Pompeo.
Para o mercado, o recado do debate é de cautela: a infraestrutura de energia no Golfo aparece entre os alvos potenciais citados, e a gasolina cara já é, segundo o apresentador, uma preocupação do eleitor. Hoffman concluiu que pode não haver outra forma de induzir uma mudança de regime e chegar a um acordo negociado sobre o programa nuclear, os mísseis balísticos e o apoio a grupos terroristas aliados do Irã.







