Trump recebe briefing de comandante no Oriente Médio sobre opções militares contra o Irã
Reunião com Hegseth e o chefe do Estado-Maior ocorre após encontro semelhante do vice-presidente e a menos de uma semana das eleições de meio de mandato.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O presidente Donald Trump recebeu, segundo relatos, um briefing do principal comandante militar americano no Oriente Médio sobre possíveis opções militares contra o Irã. A reunião contou com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, informou a correspondente da Fox News Jacqui Heinrich, direto da Casa Branca.
O encontro ocorre depois de o vice-presidente conduzir uma reunião semelhante na quarta-feira, após avisos a aliados regionais de que os Estados Unidos poderiam retomar ataques logo depois das eleições de meio de mandato. Segundo o Wall Street Journal, citado na transmissão, o almirante Brad Cooper raramente faz briefings pessoalmente a Trump, o que pode indicar que Washington se aproxima de operações militares significativas.
O que disse a Casa Branca
Na semana passada, o presidente afirmou que os EUA podem fazer "outra pequena operação", citando o nome Epic Fury. Na quarta-feira, perguntado se planeja novos ataques ao Irã após a eleição, respondeu que não podia dizer, mas que "qualquer coisa é possível".
O vice-presidente disse ao jornalista Jesse Watters que Trump não permitirá uma "guerra eterna". O Irã, por sua vez, ameaçou retaliar contra ativos americanos na região e alvos no Golfo caso os ataques sejam retomados.
Avaliação do general Keane
O analista estratégico sênior da Fox News, general reformado quatro estrelas Jack Keane, afirmou que o cessar-fogo, em vigor de forma intermitente desde 7 de abril, buscava abrir negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, e que a diplomacia "não funcionou". Segundo ele, o bloqueio e o isolamento do Irã geraram enorme pressão econômica, mas o país nunca será totalmente fechado, pois faz fronteira com sete países e tem 25 pontos oficiais de passagem, além do Mar Cáspio.
Na avaliação de Keane, o regime quer apenas sobreviver e jamais cumpriria um acordo. Ele disse acreditar que o presidente nunca tirou a opção militar da mesa e que, enquanto o regime estiver no poder, a ameaça iraniana não desaparecerá. A pressão econômica, afirmou, não basta para provocar o colapso do regime, embora o país possa quebrar.
Keane afirmou ainda que os EUA reforçaram a defesa de aliados e parceiros na região, incluindo a infraestrutura de petróleo e gás, e que, segundo lhe foi dito, a capacidade ofensiva americana hoje é maior do que no início da guerra. Para ele, é possível criar condições para o colapso do regime com a combinação de pressão militar e econômica.
Ucrânia e o recado para o mercado
No outro tema da conversa, a Ucrânia pausou ataques a refinarias russas após pressão dos EUA. Keane disse discordar de frear os ataques ucranianos à capacidade petrolífera enquanto Vladimir Putin continuar atingindo civis, e afirmou que o Exército ucraniano o deteve.
Para o investidor, o ponto central é a incerteza: o Estreito de Ormuz, a infraestrutura de energia no Golfo e a possibilidade de novos ataques após as eleições americanas seguem como fatores de risco geopolítico a serem acompanhados, com potencial de influenciar o petróleo, os juros e o humor dos mercados.







