Acertar 8 de 10 operações não basta: o que importa é o risco assumido quando o trader erra
Para Estéfano Santos, da X-Trader, a diferença entre apostar e operar como profissão está na gestão de risco nos prejuízos, não na taxa de acerto.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE X-TRADER TV · 2 MIN
Acertar oito de cada dez operações não garante lucro no mercado financeiro. A avaliação é de Estéfano Santos, fundador da X-Trader e trader de Nasdaq Futures há mais de 10 anos, em vídeo publicado no canal X-Trader TV. Segundo ele, o que decide o resultado é o que acontece quando o investidor erra.
Para ilustrar o argumento, Estéfano descreve dois perfis de trader. O primeiro acerta oito de 10 operações, mas, ao tomar um loss, não o aceita: aumenta a mão, tenta recuperar o prejuízo e transforma um erro pequeno em uma perda enorme.
O segundo acerta apenas cinco de 10. Quando está errado, sai da operação, respeita o risco e segue o plano. Na leitura de Estéfano, o primeiro quer provar que está certo, enquanto o segundo quer continuar no jogo.
Controlar o risco, não o acerto
Estéfano afirma que, depois de mais de 10 anos operando, aprendeu que o trader não controla quantas vezes vai acertar, mas pode controlar quanto está disposto a arriscar quando estiver errado. Na descrição do vídeo, ele acrescenta que estar errado faz parte do mercado e que saber quanto se pode perder nesses casos é parte do profissionalismo.
O canal sustenta ainda que a gestão de risco não deve existir apenas nos períodos de ganho. Segundo a publicação, ela precisa continuar valendo justamente quando o mercado vai contra o investidor, já que um único loss fora de controle pode comprometer o resultado de várias operações vencedoras.
O que isso significa para o investidor
A mensagem de Estéfano é um alerta contra a leitura simplificada de que uma alta taxa de acerto é sinônimo de bom desempenho. Na avaliação dele, a quantidade de acertos conta apenas uma parte da história, e ignorar o tamanho das perdas pode anular o que foi conquistado.
Ele estabelece uma distinção entre quem trata o trading como aposta e quem o trata como profissão. Para Estéfano, método, gestão e disciplina são os elementos que separam os dois grupos, e talvez essa seja uma das maiores diferenças entre eles.
O canal encerra o conteúdo reforçando que não promete enriquecimento rápido nem trabalha com bola de cristal. O recado, segundo Estéfano, é que a permanência no mercado depende menos de prever o próximo movimento e mais de definir, antes da operação, quanto se aceita perder.


