Vance diz que vitória democrata no Congresso travaria agenda de Trump e levaria a impostos mais altos
Em Fort Worth, a cinco dias da eleição, o vice-presidente alertou para investigações, impeachments e carga tributária maior caso os democratas assumam Câmara e Senado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que uma vitória democrata na Câmara e no Senado poderia frear ou até reverter as conquistas dos últimos dois anos do governo Donald Trump. A declaração foi dada ao programa "Jesse Watters Primetime", da Fox News, transmitido ao vivo de Fort Worth, no Texas, a cinco dias das eleições legislativas de meio de mandato.
Segundo Vance, os democratas estariam "obcecados" com investigações e processos de impeachment. Ele também disse que a oposição trabalharia por impostos mais altos, e se dirigiu à plateia presente no evento: "todas as pessoas boas desta sala" pagariam tributos bem maiores. Para o vice-presidente, Trump continuaria no cargo, mas o ritmo da pauta do governo ficaria comprometido.
Texas no centro da disputa
O programa foi gravado no estado que, na descrição do apresentador, tornou-se uma das corridas mais disputadas do ciclo. O candidato republicano ao Senado é o procurador-geral Ken Paxton, que enfrenta o deputado estadual democrata James Talarico. A pesquisa mais recente da Fox News aponta empate em 49% a 49%.
Segundo o apresentador, Talarico perdeu força na reta final depois de ficar duas semanas fora da campanha por causa de uma gripe, enquanto Paxton ganhou impulso após uma primária áspera. O programa também afirmou que o bilionário Elon Musk injetou mais de US$ 150 milhões na disputa para evitar que o Texas "vire azul". O apresentador lembrou que o estado abriga empresas ligadas a Musk, como Tesla, SpaceX, Starlink e X.
Energia, tributos e o discurso do vice-presidente
Vance criticou Talarico e outros nomes democratas, que, em sua avaliação, representam um partido distante do que era no tempo dos avós dele, descritos como democratas "do estilo JFK". Na visão do vice-presidente, esses eleitores discordavam dos republicanos sobre alíquotas e regulação, mas não viam a bandeira americana como um símbolo "complicado".
No campo da energia, tema sensível para custos de produção e inflação, Vance disse que a solução de Talarico para os preços mais altos seria construir mais turbinas eólicas, o que, segundo ele, "não vai funcionar". Trata-se de uma caracterização feita pelo vice-presidente, e a transcrição não traz a resposta do candidato democrata.
Vance disse ainda que compromissos bipartidários são desejáveis e benéficos para os americanos, mas só seriam possíveis com democratas que, nas palavras dele, não tenham "perdido o juízo". O vice-presidente declarou ainda que preferiria um Partido Democrata "racional e normal", embora considere mais divertido concorrer contra adversários como Talarico.
Outros embates e o tema da corrupção
O vice-presidente elogiou o candidato republicano ao Senado em Ohio, John Husted, e disse que ele seria um senador muito melhor para o país do que seu adversário. Em tom de brincadeira, comentou a crítica de Barack Obama, que teria comparado a Casa Branca a uma fábrica de cheesecake, e disse que a fala mostra o elitismo do ex-presidente.
Questionado sobre corrupção, tema apontado pelo apresentador como relevante nas pesquisas, Vance afirmou que o governo Trump "não prejulga" e deixa que fatos e lei conduzam as decisões. Segundo ele, há servidores públicos que traíram a confiança da população sendo investigados e processados, e alguns passarão tempo na prisão. Sobre o Alasca, o apresentador acusou democratas de colocar candidatos falsos na cédula, e Vance pediu votos para o senador republicano Dan Sullivan, dizendo que o assunto deveria ser investigado.
O que observar
A transcrição não traz projeções econômicas nem menções diretas a mercados. Para o investidor, o recado central é político: Vance associa o resultado de 3 de novembro a mudanças na carga tributária e na agenda regulatória e energética. O empate técnico no Texas indica que o controle do Senado pode ser decidido em margens estreitas, o que tende a manter o tema no radar de quem acompanha a política fiscal americana.


