Investigação sobre casamento de Ilhan Omar teria começado sob Obama, diz New York Times
Segundo reportagem citada pela Fox Business, FBI e Segurança Interna apuraram o caso em 2016, mas o prazo prescricional criminal já havia vencido.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A investigação sobre o suposto casamento fraudulento da deputada democrata Ilhan Omar, de Minnesota, teria começado em 2016, durante o governo de Barack Obama, segundo reportagem do New York Times citada pela Fox Business. De acordo com o jornal, o FBI e o Departamento de Segurança Interna (DHS) apuraram o casamento naquele verão e encontraram alguma evidência de fraude, sem que os detalhes tenham sido divulgados por autoridades atuais e antigas.
Segundo a reportagem, ninguém foi acusado porque o caso estaria fora do prazo de prescrição de cinco anos para o crime. Uma fonte disse à Fox News Digital que um procurador federal de Minnesota nomeado por Joe Biden encerrou a apuração em 2021. A porta-voz da deputada afirmou ao Times que Omar "negou repetida e inequivocamente essa teoria da conspiração infundada e repugnante".
Linha do tempo e provas em disputa
O ex-agente do FBI James Gagliano, colaborador da Fox News, reconstituiu a cronologia: Omar chegou aos EUA em 1995, tornou-se cidadã naturalizada em 2000 e casou-se em 2009. Para ele, o governo Obama recuou porque, em 2016, já haviam passado sete anos. Gagliano ressaltou, porém, que investigadores podem sustentar que a deputada continuou assinando documentos com informações possivelmente incorretas, o que estenderia o prazo. A reportagem de Chad Pergram observou que o prazo para fraude migratória criminal expirou, mas não há limite para fraude civil.
O comentarista Paul Mirengoff, convidado do programa, apontou, com base nas reportagens, que uma consulta ao banco de dados do DHS não teria retornado registro de naturalização do pai de Omar. Na avaliação dele, se isso se confirmar, a deputada nunca teria sido cidadã, e as demais questões perderiam relevância. Nada disso foi comprovado publicamente.
Busca na casa e disputa judicial
As autoridades realizaram uma operação de busca na residência de Omar em Washington em 12 de outubro e levaram celulares, laptops, tablets, cadernos e passaportes, segundo Gagliano. O Departamento de Justiça pediu que o conteúdo do mandado permaneça sob sigilo, e o caso foi assumido pelo juiz James Boasberg. O analista jurídico Greg Jarrett, da Fox News, disse que a divulgação precoce poderia prejudicar a investigação e criticou o magistrado, em avaliação própria do canal.
No Congresso, o republicano Randy Fine afirmou que pediria a expulsão de Omar caso se prove que ela não é americana, o que exige dois terços da Câmara. O deputado Mike Lawler defendeu que o Comitê de Ética abra apuração imediata. Obama, por sua vez, criticou publicamente a ofensiva do governo Trump contra a deputada, que chamou de perseguição política.
O que observar
O episódio é essencialmente político e jurídico, sem efeito direto medido sobre bolsa, juros ou dólar. Para o investidor, o caso ilustra a incerteza institucional em Washington, com disputas entre Executivo, Judiciário e Congresso às vésperas das eleições. Não há, na cobertura, indicação de impacto sobre contas públicas ou ativos financeiros. Omar nega as acusações, e nenhuma acusação formal foi apresentada.


