Governo Obama investigou casamento de Ilhan Omar em 2016, e o caso agora pressiona o Congresso
Segundo o New York Times, citado pelo canal, apuração apontou casamento de fachada com suposto irmão da deputada; o caso foi arquivado e agora volta ao centro do debate em Washington.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Uma investigação aberta durante o governo Barack Obama concluiu que a deputada Ilhan Omar, democrata de Minnesota, teria se casado com um homem suspeito de ser seu irmão, segundo reportagem do New York Times citada pelo programa America Reports, da Fox. O caso, de 2016, foi abandonado, e a pergunta que domina Washington é por que isso aconteceu.
Segundo o correspondente Chad Pergram, a dúvida é por que os agentes federais deixaram a apuração de lado, sobretudo porque havia indícios de que o casamento pudesse ser fraudulento. A reportagem do Times, lida no ar, afirma que o processo travou principalmente porque os promotores concluíram que o suposto crime estava fora do prazo de prescrição de cinco anos.
Republicanos falam em afastamento
Segundo Pergram, alguns republicanos defendem que a Câmara deveria afastar Omar caso ela esteja no país de forma ilegal. Um parlamentar, não identificado na transcrição, disse que, se as provas se confirmarem, ela deveria ser removida imediatamente. Ele classificou como absurdo dizer que não tem conhecimento do caso. Pergram lembrou que apenas cidadãos podem servir no Congresso.
Expulsar um deputado exige maioria de dois terços, observou o correspondente. Ele disse, porém, que republicanos poderiam tentar impedir a posse de Omar no próximo ano, e que essa exclusão exigiria apenas maioria simples. O governo Donald Trump pediu, no início deste mês, uma investigação sobre a situação migratória e as finanças da deputada.
O que diz o governo
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que o DHS apresentou um caso ao Departamento de Justiça, que o levou adiante. Ele disse que não pode detalhar o conteúdo e que o governo deixará "os fatos se desenrolarem". Segundo ele, a administração não faz política com a vida de ninguém e aplica as leis de imigração de forma igual a todos.
O apresentador John relatou que um alto funcionário lhe disse que, se houver problema na naturalização, isso pode se estender ao passaporte e a todos os documentos oficiais assinados desde então. Cada vez que ela pediu ou usou o passaporte poderia, em tese, configurar crime. Mullin respondeu que esse ponto é separado do caso apresentado ao DOJ, mas que a avaliação é correta, desde que se consiga provar essa parte.
Do lado democrata, segundo Pergram, a leitura é outra: o partido acredita que o Departamento de Justiça mira Omar por quem ela é, e não por supostos erros. Um dos entrevistados disse, na avaliação do canal, que nada disso aconteceria se ela não criticasse o presidente. Mullin rebateu que os democratas "armaram" o FBI e o DOJ contra Trump e disse que o ex-presidente Obama tem credibilidade zero no tema.
Operação no Texas
Na mesma entrevista, Mullin destacou resultados da operação Lone Star, da agência de imigração ICE, no Texas. Segundo ele, foram presas 4 mil pessoas em situação ilegal, e 60% tinham extenso histórico criminal, entre eles integrantes de cartéis, membros de gangues, traficantes e reincidentes. Ele afirmou ainda que 2.168 terroristas teriam entrado no país no governo de Joe Biden e foram presos, e que alguns detidos davam nomes falsos.
A transcrição não traz dados sobre impacto em bolsa, juros ou dólar. Para o investidor, o episódio é um capítulo de ruído político em Washington, com possíveis desdobramentos na composição da Câmara e no embate entre o governo Trump e a oposição.







