Promotoria federal do Alasca investiga candidato 'sósia' na disputa pelo Senado entre Sullivan e Peltola
Painel do programa 'The Five', da Fox Business, discute suposto esquema para confundir eleitores com um candidato de mesmo nome do senador republicano; Peltola nega ter conhecimento.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O procurador federal do Alasca confirmou a abertura de uma investigação criminal sobre um suposto esquema democrata para confundir eleitores em uma disputa decisiva pelo Senado. Segundo o programa 'The Five', da Fox Business, o caso envolve um candidato 'sósia' recrutado com o mesmo nome do senador republicano Dan Sullivan (Daniel J. Sullivan), que tenta a reeleição contra Mary Peltola.
O apresentador Jesse Watters descreveu o personagem como um candidato 'spoiler', que teria a função de atrair votos destinados ao senador. No programa, ele foi apelidado de 'Decoy Dan' (Dan, o isca). Os painelistas afirmaram que o nome dele aparece na cédula com a indicação 'unaffiliated', ou seja, sem partido.
A defesa de Peltola
Peltola negou envolvimento. Segundo a declaração exibida no programa, ela disse não saber nada sobre outros candidatos na cédula além dela e do senador, afirmou não ter interesse em enganar eleitores e declarou saber que pode vencer Sullivan. Para Watters, a versão 'não passa no teste do cheiro'.
A comentarista Gillian Turner defendeu que o candidato seja intimado a depor, para esclarecer quem o contatou e quem foi cúmplice. Na avaliação dela, o caso pode ser ilegal, mas é 'certamente ilícito e antiético'. Turner citou ainda uma reportagem do New York Times, segundo a qual haveria mensagens dele dizendo não ter interesse em política, mas que concorreria se isso ajudasse Peltola. Para Turner, a resposta da candidata, que atribuiu o episódio ao nível da equipe, não condiz com quem diz estar chocada.
Debate no painel
A democrata Jessica Tarlov disse não apoiar necessariamente a análise de Watters e ponderou que, até agora, não se sabe se algo ilegal ocorreu. Ela afirmou que a prática não é exclusiva de um lado e citou dois episódios envolvendo republicanos: na Flórida, em 2020, um operativo do partido foi condenado por concorrer com o mesmo sobrenome de um democrata que perdeu por 32 votos; em 2022, segundo ela, republicanos lançaram um candidato com o mesmo nome de um deputado em fim de mandato, com 30 anos no cargo. Turner respondeu que isso não torna a prática aceitável.
Kellyanne Conway, que dá nome ao episódio ('Ballot confusion, Alaska collusion'), apontou um fator estrutural: no Alasca, segundo ela, 24% dos eleitores são registrados como republicanos, 11% como democratas e 65% sem partido. Na avaliação dela, isso daria ao candidato 'sem afiliação' uma vantagem adicional. Conway defendeu que a investigação continue mesmo que Sullivan seja reeleito.
O comentarista Greg Gutfeld classificou o caso como estratégia deliberada para interceptar ou desviar votos e criticou o que chamou de dois pesos, já que o Partido Democrata passou anos acusando Trump de subverter a democracia. Tarlov, por sua vez, disse que uma pessoa em prisão federal não deveria constar de cédula alguma, ponto com o qual Watters concordou. Segundo o painel, a Suprema Corte do Alasca já havia analisado a cédula.
O que observar
A transcrição não traz dados de mercado nem projeções sobre o resultado da eleição. Todas as avaliações acima são opiniões dos participantes do programa, e a investigação ainda não produziu conclusões públicas. Para o investidor, o episódio é um lembrete de que disputas apertadas no Senado americano seguem sujeitas a contestações e a incerteza política, fatores que costumam ser acompanhados por quem monitora a agenda fiscal e regulatória de Washington.







