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Analista vê chance de recuo de Trump no impasse com o Irã até a eleição em Israel, mas petróleo segue acima de US$ 100

Segundo o canal Meet Kevin, sinais diplomáticos de Teerã não indicam guerra iminente; prêmio de risco no petróleo saltou de cerca de US$ 6 para perto de US$ 60

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MEET KEVIN · 3 MIN

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O apresentador do canal Meet Kevin avalia que a janela mais provável para o presidente americano, Donald Trump, recuar no confronto com o Irã se encerra com a eleição em Israel, com apuração prevista para a terça-feira. Segundo ele, a chance de um acordo antes da votação é de 95% se o recuo ocorrer até lá, e cai para 70% caso isso não aconteça.

Na avaliação do apresentador, passada a eleição, a motivação de ambos os lados para fechar um acordo tende a zero. O maior incentivo, afirma, estaria justamente na véspera da votação: o Irã poderia reivindicar o mínimo de ganho político para Trump, e o presidente americano ainda poderia declarar vitória antes do pleito. O apresentador também menciona que há quem acredite que a probabilidade de guerra seria menor caso o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não vença.

Sinais de Teerã não soam como guerra

Segundo Meet Kevin, o comportamento do Irã não indica escalada. A capital iraniana sedia uma reunião de segurança com autoridades de Turquia, Paquistão e Arábia Saudita, com outros países esperados. A reunião, observa o apresentador, ocorre logo após Trump dizer que não haveria ataque. Na terça-feira, o presidente iraniano viaja a Moscou, e a leitura do canal é que Teerã busca saber se terá respaldo caso os Estados Unidos violem um eventual acordo. "Isso não é o som de uma guerra começando", resume o apresentador.

O canal destaca ainda imagens divulgadas pela Al Jazeera de um petroleiro vazando óleo no Estreito de Ormuz.

O que mudou desde fevereiro

O apresentador compara o cenário atual com o de fevereiro. Naquele mês, o Estreito de Ormuz estava aberto; hoje está afetado, embora existam alternativas. Também não havia bloqueio, e agora há um bloqueio econômico. O prêmio de risco no petróleo, que estava em torno de US$ 6, está próximo de US$ 60, o que leva o barril a ser negociado acima de US$ 100. A disputa entre sauditas e houthis, que não era problema em fevereiro, passou a ser.

Do lado iraniano, segundo ele, as vendas de petróleo, que fluíam antes da guerra, estão próximas de zero, talvez 10% do nível anterior. A moeda continua em queda: são necessários cerca de 2,6 milhões de riais para comprar US$ 1, contra cerca de 500 mil dois anos atrás, uma perda de poder de compra de aproximadamente cinco vezes. O desemprego subiu e o PIB iraniano tem contração de 7% a 12%, dependendo da métrica, segundo o apresentador.

Pressão menor sobre Washington

Para o mercado, o ponto central da análise é que Trump enfrenta menos pressão para fechar acordo do que no período de seis semanas de dor econômica entre março e o início de abril. Segundo Meet Kevin, se o crescimento do PIB e a Bolsa americana continuarem em alta, a Casa Branca terá pouco incentivo para ceder. Há ainda alternativas ao Estreito de Ormuz em operação, e as conversas se concentram na duração de um eventual acordo nuclear e no nível de enriquecimento de urânio aceitável.

O apresentador mostra um gráfico indicando que, no preço do petróleo, a parcela atribuída a problemas de oferta cresceu nas últimas cerca de cinco semanas, enquanto a demanda recuou um pouco. Há expectativa, segundo ele, de recuperação da demanda da China.

Para o investidor, o recado é que o petróleo acima de US$ 100 segue como principal canal de transmissão do conflito para inflação, juros e câmbio. Um acordo poderia aliviar o prêmio de risco, enquanto a ausência dele mantém a pressão sobre as cadeias de energia. As probabilidades citadas são estimativas do apresentador, e não projeções oficiais.

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