Jornalistas do Alasca relatam conversas com o 'Dan isca' e investigação federal sobre candidatura que usou nome do senador
Governador Mike Dunleavy não diz se certificará a eleição, enquanto o governo federal pede acesso às cédulas e agentes do FBI batem em portas, segundo jornalistas ouvidos pela Fox Business.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Jornalistas do Alasca que conversaram com o candidato conhecido como "Dan isca" (decoy Dan) afirmam que o episódio é inédito no estado e que a investigação federal avançou depois de uma reportagem do New York Times publicada nesta semana. Em entrevista à Fox Business, eles descreveram o contato com o candidato e as consequências para eleitores e para o senador Dan Sullivan.
Segundo o canal, quase um em cada dez eleitores do estado já havia votado antes de a reportagem do New York Times vir a público. A controvérsia envolve dois candidatos chamados Dan Sullivan na disputa pelo Senado: o senador em exercício e Dan J. Sullivan, cuja candidatura é chamada de "sham campaign" (campanha de fachada) pelo governador Mike Dunleavy.
O contato com o candidato
James Brooks, repórter do Alaska Beacon, contou que a redação se comunicou várias vezes por e-mail com Dan J. Sullivan, a forma mais confiável de contato. Segundo ele, o candidato se apresentava como alguém insatisfeito com o senador Dan Sullivan e dizia concorrer por causa disso.
Brooks afirmou que só com a apuração do New York Times a imprensa local soube de algo diferente. Dan J. Sullivan havia dito especificamente que ninguém lhe pedira para concorrer e que agia por conta própria. Na avaliação do repórter, se isso não foi uma mentira direta, foi no mínimo enganoso.
O jornalista disse que a equipe chegou a organizar uma viagem a Petersburg para entrevistá-lo pessoalmente, e que o candidato havia concordado. Brooks disse ter avisado que queria perguntar como ele acabou com o mesmo nome do senador e na cédula. No dia seguinte, segundo o relato, o candidato cancelou a entrevista, e a equipe desistiu da viagem.
Investigação e incerteza eleitoral
Brooks relatou que, em conversa com o procurador federal em Anchorage, ouviu que o Departamento de Justiça já examinava o caso havia meses. Ainda segundo o procurador, a reportagem do New York Times teria feito o órgão ampliar o envio de agentes e investigadores ao Alasca.
O governador Dunleavy, questionado sobre se certificaria o resultado, não respondeu sim nem não. Disse que não pretende ser evasivo, que o estado investiga e reúne provas, e que não sabe se isso ficará pronto a tempo da eleição. Afirmou ainda que usará todas as ferramentas disponíveis para garantir aos alasquianos que seus votos foram contados e que a eleição foi real, mas que há "preocupações reais".
Alex DeMarban, também jornalista do Alasca, afirmou não haver precedente para a situação. Segundo ele, o governo federal quer ver todas as cédulas ranqueadas de Dan J. Sullivan, e resta saber se conseguirá fazê-lo na Justiça. Ele não detalhou o destino dos cerca de 60 mil eleitores que já votaram, tema levantado pela apresentadora.
DeMarban acrescentou que agentes do FBI batem em portas no sudeste do Alasca para perguntar a moradores se realmente pretendiam contribuir com Daniel J. Sullivan, e que isso expõe a confusão em torno do nome. Na avaliação dele, a abordagem de agentes nas casas costuma ser mal recebida pelo público e tende a prejudicar o senador Sullivan.
O que observar
A transcrição não traz informações sobre efeitos em bolsa, juros ou câmbio, e a Fox Business não projetou cenários para o resultado. Para quem acompanha o mercado, o caso é um lembrete de que incertezas sobre a certificação e a contagem de votos podem prolongar a definição de uma cadeira no Senado americano. Essa leitura é do jornal e não consta da entrevista.







