Países do Golfo pressionam por saída diplomática entre EUA e Irã e temem guerra mais destrutiva
Segundo a Bloomberg Television, Irã avança em plano para reabrir Ormuz, mas analista vê cautela: é cedo para falar em avanço.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG TELEVISION · 2 MIN
Países do Golfo Pérsico pressionam por uma saída diplomática entre Estados Unidos e Irã e temem que um novo ataque americano e israelense desencadeie uma guerra ainda mais destrutiva na região. A avaliação foi apresentada pelo jornalista Onur Ant, da Bloomberg Television, que também reconheceu algum movimento diplomático, mas pediu cautela.
Segundo Ant, o chanceler iraniano disse na véspera que houve progresso na implementação de um plano de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz. Ele explicou que a proposta é uma versão acelerada de um plano de sete dias que o Irã apresentou aos americanos em setembro e que foi rejeitado de forma categórica pelo presidente Donald Trump.
Por isso, na avaliação do jornalista, é cedo demais para dizer que o movimento resultará em um avanço capaz de evitar nova rodada de combates entre EUA e Irã. Ele disse que seria muito cauteloso em falar em ruptura neste momento.
Frustração no Golfo
A reação dos vizinhos, de acordo com a Bloomberg Television, mistura preocupação e frustração com o rumo dos acontecimentos. Um conselheiro sênior do presidente dos Emirados Árabes Unidos deixou claro que os países do Golfo sentem estar sendo arrastados para uma guerra que tentam evitar há meses por meio de conversas diplomáticas.
O sentimento, segundo Ant, foi repetido em uma conferência no fim de semana, no Bahrein. Na ocasião, o chanceler do Egito afirmou que, se a guerra for retomada, a segunda rodada de combates poderá ser muito mais destrutiva do que a primeira, ocorrida entre fevereiro e abril.
O risco também vem do lado iraniano. De acordo com a reportagem, o líder supremo do Irã, Mustafa Khamenei, ordenou que seus comandantes ampliem os limites geográficos de qualquer retaliação e a lista de alvos americanos e israelenses, caso o país volte a ser atacado.
O que isso significa para o mercado
A transcrição não traz números sobre petróleo, bolsas ou câmbio. Ainda assim, o Estreito de Ormuz está no centro da negociação, e qualquer avanço ou impasse em torno de sua reabertura tende a ser acompanhado de perto por investidores atentos ao risco geopolítico no Oriente Médio.
Segundo a descrição do vídeo, Trump descartou novos ataques antes das eleições legislativas americanas de terça-feira. O recorte, porém, não indica o que pode acontecer depois da votação.
Para a região, o quadro descrito por Ant é de frustração: os países do Golfo não participam das decisões, mas podem arcar com os custos de uma retomada dos combates caso EUA e Israel decidam atacar o Irã novamente.





