Waltz diz que diplomata cubano empurrou assessor na ONU e liga energia russa à pressão sobre o diesel
Em entrevista à Fox Business, embaixador dos EUA na ONU também comenta alerta da embaixada em Moscou, ataques a refinarias e o impacto sobre combustíveis.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que um diplomata cubano empurrou um integrante de sua equipe e tirou um celular da mão de outro assessor durante um episódio nas Nações Unidas. Em entrevista à Fox Business, Waltz disse que o ministro das Relações Exteriores de Cuba se levantou da cadeira e avançou sobre o ppódio. Segundo ele, a tensão chegou a um ponto em que "achou que ia sair briga".
Pelo relato de Waltz, o diplomata expulso do país tentava constranger funcionários da ONU para que cortassem o microfone do embaixador americano. Ele disse que a expulsão foi ordem do secretário de Estado, Marco Rubio, e que o diplomata foi colocado em um voo só de ida para Cuba. Waltz se descreveu como "Boina Verde há 27 anos" e disse que a delegação cubana "mexeu com o diplomata errado".
O embaixador atribuiu a reação cubana ao momento em que passou a exibir fotos da ilha privada de Fidel Castro, de um jato de luxo, de relógios Rolex e de iates ligados ao regime. Na avaliação dele, as elites vivem com luxo enquanto a população passa fome. Questionado sobre as ameaças de ação militar feitas pelo presidente Donald Trump nos últimos meses, Waltz respondeu que o povo cubano "verá liberdade" sob o governo atual, sem detalhar medidas.
Ucrânia, refinarias e o preço do diesel
A entrevista também tratou da guerra na Ucrânia. O apresentador observou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter ouvido de Trump que não deveria atacar refinarias na Rússia e que segue fazendo isso. Perguntado se isso atrasa o processo de paz, Waltz lembrou que o governo aprovou, dois dias antes, um pacote de US$ 2,1 bilhões em mísseis Patriot para a Ucrânia.
Waltz disse que Trump pediu aos dois lados que parem de atacar infraestrutura de energia e também exportações de grãos e alimentos. Segundo ele, cerca de 30% dos grãos do mundo vêm dos dois países, e meio bilhão de africanos seriam afetados caso a situação piore. Ele afirmou que os negociadores americanos tentam levar as partes a interromper esses ataques.
O que isso significa para o mercado
O repórter apontou que um dos motivos para Trump querer o fim dos ataques à energia é o efeito sobre o custo global do petróleo. Ele citou o diesel como um problema grave para o ciclo eleitoral de meio de mandato. Waltz concordou e disse que a imprensa tradicional tende a culpar o Estreito de Ormuz, mas que, segundo ele, os volumes que saem da região estão em níveis anteriores à guerra, sem petróleo iraniano em trânsito.
Na versão do embaixador, o foco está nas refinarias de diesel, e a Rússia é uma grande exportadora do combustível refinado. Ele lembrou que o diesel move tratores, caminhões e companhias aéreas, e disse que esse é mais um motivo para o presidente querer encerrar a guerra. Para o investidor, o recado é que o governo americano vê a cadeia de refino e os combustíveis como fator de pressão sobre preços e inflação, embora a entrevista não traga números de mercado.
Waltz também mencionou investimentos de Trump e do secretário Pete Hegseth na base industrial de defesa, para recompor estoques e acelerar a produção de interceptadores. Ele creditou à primeira-dama um papel pessoal em um acordo de cessar-fogo em uma região disputada, com entrada de ajuda humanitária. Esses pontos foram apresentados pelo embaixador e não foram verificados de forma independente na entrevista.
Sobre o alerta de segurança da embaixada dos EUA em Moscou, que citou uma ameaça considerada crível de um evento com mortes em massa, Waltz disse não ter sido informado dos detalhes e que não podia comentar. Afirmou apenas que os Estados Unidos têm o dever de avisar quando tomam conhecimento de um ataque iminente, inclusive à outra parte.





