Trump acusa Fed de não cortar juros para não o beneficiar e destaca PIB de 3,4% nos EUA
Segundo Times Brasil, o presidente americano criticou dirigentes do Fed em comício e apontou crescimento da economia acima das projeções.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE TIMES BRASIL · 2 MIN

Donald Trump voltou a atacar o Federal Reserve (Fed) e afirmou que a instituição não reduz os juros porque uma medida desse tipo o beneficiaria politicamente. Segundo o Times Brasil, a declaração foi feita em comício na Carolina do Sul, na quinta-feira (29), e veio junto com a defesa do desempenho da economia americana.
A mesma reportagem registra que Trump criticou dirigentes do Fed durante o evento. A fala coloca o banco central no centro de uma disputa pública que, em geral, costuma ser tratada com distância pelos mercados, justamente porque a independência da autoridade monetária é um dos pilares de previsibilidade para investidores.
O dado que sustenta o discurso é o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre, em primeira leitura, que mostrou expansão de 3,4%. De acordo com o Times Brasil, o levantamento Broadcast, do Grupo Estado, apontava expectativa de 3,2%, o que deixa o resultado 0,2 ponto percentual acima do esperado.
O que está em jogo é a leitura sobre a decisão de juros. Um crescimento acima do previsto reduz, em tese, a urgência de cortes, já que a atividade não parece precisar de estímulo adicional. Quando essa análise econômica se mistura com cobranças políticas por cortes, a dúvida passa a ser se a próxima decisão será tomada por critérios técnicos ou sob pressão.
Para uma linha editorial liberal, a credibilidade de um banco central independente e a responsabilidade fiscal de um governo são duas faces do mesmo problema: quanto mais o juro vira instrumento eleitoral, maior a incerteza que o investidor precisa precificar.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto de atenção é a combinação entre dado forte e pressão política sobre o Fed. Se a atividade continuar aquecida, a postura cautelosa da instituição tende a pesar sobre as expectativas de juros, e esse movimento costuma aparecer primeiro nos juros longos e no câmbio. Já sinais de que a autonomia do Fed está em xeque podem elevar a volatilidade dos ativos de risco. Nada disso é previsão de preço: o momento pede acompanhar as próximas decisões do Fed e os dados de inflação e emprego antes de qualquer movimento na carteira.


