Pausa na Selic ganha força nas apostas do Copom e reacende interesse por títulos públicos
Opções negociadas na B3 apontam 60,90% de chance de manutenção da Selic em 13,75% ao ano na reunião de 3 e 4 de novembro.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

Cinco cortes consecutivos da Selic podem não ter continuidade na próxima reunião do Copom. Segundo o Seu Dinheiro, as opções de Copom negociadas na B3 até 27 de outubro indicam 60,90% de chance de manutenção da taxa em 13,75% ao ano. A decisão está marcada para 3 e 4 de novembro, e a pausa já aparece como o desfecho mais provável entre as apostas.
A mudança de leitura é relevante porque, até a sexta-feira, 23 de outubro, a visão do mercado era de novos cortes, conforme o mesmo veículo. A inversão ocorreu antes do resultado da eleição presidencial, o que reposiciona o debate sobre juros. Para quem investe, a pergunta central passou a ser por quanto tempo a taxa básica deve permanecer no patamar atual.
Com os juros elevados, os títulos públicos voltaram a ganhar atenção. De acordo com o InfoMoney, o Tesouro IPCA+ retornou ao radar dos investidores. Após o segundo turno, as taxas de renda fixa subiram, e as remunerações do Tesouro Direto passaram a ser consideradas atrativas, segundo a mesma publicação.
Gustavo Bertotti, head de Renda Variável da Fami Capital, avalia que o cenário favorece novas alocações em títulos públicos, sobretudo os indexados à inflação. Ao ser questionado, ele respondeu afirmativamente sobre direcionar novos aportes ao Tesouro Direto, conforme relato do InfoMoney.
A reportagem também levanta a dúvida de trocar fundos imobiliários por renda fixa, em um momento em que os títulos públicos ficaram mais competitivos. Não há resposta única, porque a decisão depende do perfil e dos objetivos de cada investidor.
O que muda para o investidor
Se a Selic ficar estável por mais tempo, a renda fixa tende a manter remunerações elevadas, o que aumenta o custo de oportunidade de ativos de maior risco, como ações e FIIs. Para o investidor, vale comparar com atenção o retorno dos títulos públicos, sobretudo os indexados à inflação, com o que cada carteira entrega. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem previsão de preços. O movimento dependerá do desfecho da reunião de novembro e do cenário que se desenhar depois dela.


