Estatais federais acumulam rombo de R$ 2,014 bilhões em setembro, maior da série para o mês
Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, o déficit das empresas públicas federais é o maior já registrado para o mês.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

As estatais federais fecharam setembro com déficit de R$ 2,014 bilhões, segundo dados do Banco Central reportados pelo Money Times. O número é o maior já registrado para o mês em toda a série histórica, o que coloca o resultado no radar de quem acompanha as contas públicas.
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, apresentou o dado em coletiva de imprensa sobre as estatísticas fiscais de setembro. De acordo com o Money Times, a apresentação ocorreu na quinta-feira, dia 29.
Rocha afirmou que não é possível detalhar a causa do resultado. Segundo ele, quando os gastos superam as receitas, isso pode indicar mais investimentos ou despesas em alta, mas o levantamento, por si só, não permite afirmar qual dos dois fatores pesou mais.
O resultado das estatais integra o quadro fiscal do setor público, e um rombo fora do padrão histórico para o mês reforça a atenção sobre a capacidade dessas empresas de se sustentarem com a própria receita. Um único mês não define uma tendência, mas o dado chama atenção porque aponta para uma pressão sobre as contas que precisa ser explicada.
Na leitura liberal que orienta este jornal, o ponto central é a responsabilidade fiscal. Empresas públicas que gastam acima do que arrecadam exigem, no fim, mais recursos do Tesouro ou mais endividamento, e esse custo acaba recaindo sobre o contribuinte e sobre quem investe em títulos públicos.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, juros e dólar, o dado não tem efeito imediato e isolado, mas entra na leitura do quadro fiscal que o mercado faz. Piora nas contas públicas costuma ser acompanhada de perto por investidores de renda fixa e de câmbio, porque pode alterar as expectativas sobre dívida e juros. Vale acompanhar a explicação oficial sobre a causa do resultado, já que o Banco Central indicou que ela ainda não pode ser detalhada, e as próximas divulgações das estatísticas fiscais. Esta análise não indica direção de preços para nenhum ativo.


