Fonteles nega ter tratado de cargos com Lula e segue como principal cotado para a Fazenda
Governador reeleito do Piauí aparece, por ora, como principal nome para o Ministério da Fazenda, enquanto a imprensa descreve uma possível visita de Lula ao estado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou ter tratado com o presidente Lula ou com qualquer outra pessoa sobre cargos no quarto mandato. A declaração vem enquanto ele é, por ora, o principal cotado para o Ministério da Fazenda, segundo o Broadcast Político, citado pelo InfoMoney.
O contexto é a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no domingo (25). Fonteles foi um dos principais coordenadores da campanha de Lula na etapa final e foi reeleito no Piauí com 71% dos votos no primeiro turno, de acordo com o Estadão. O estado foi onde Lula teve a maior votação proporcional: 70,99% dos votos válidos no primeiro turno e 75,88% no segundo.
Já a movimentação em Brasília ganhou contornos próprios. Segundo a Rádio CBN, citada pelo Money Times, Lula deve viajar ao Piauí para convidar Fonteles pessoalmente, com encontro previsto entre terça (3) e quarta (4). O InfoMoney registra que a visita circula na imprensa como convite oficial, e Fonteles negou o encontro em publicação no X. Até o momento, os dois relatos não se confirmaram.
No mesmo levantamento, o Money Times informa que aliados de Fonteles aconselharam que ele reassuma o governo do Piauí e só assuma um cargo em Brasília depois de um ano. O motivo apontado seria um possível desgaste com eleitores do estado, que deram mais de 70% dos votos válidos a Lula no primeiro turno.
No campo fiscal, o Estadão relata que Fonteles afirmou que Lula fará o equilíbrio das contas com corte de privilégios e desperdícios, e não de programas sociais. A frase é a principal pista pública sobre a orientação que um eventual ministro da Fazenda indicado pelo petista poderia adotar.
O Money Times também informa que Lula deve falar à nação na próxima semana, mas o texto consultado não traz detalhes sobre o tema do pronunciamento.
O que muda para o investidor
A escolha do comandante da Fazenda é um dos sinais mais acompanhados por quem opera juros, câmbio e bolsa, porque ela indica o tom da política fiscal. A fala atribuída a Fonteles aponta para a contenção de privilégios e desperdícios como eixo do ajuste, ponto que o mercado costuma avaliar ao olhar para as contas públicas. Ainda assim, não há nome confirmado nem medidas detalhadas, e a definição do cargo depende de conversas que a imprensa descreve sem confirmação oficial. Para quem investe, o que vale acompanhar é o anúncio oficial, se ele vier, e os compromissos fiscais que o acompanharem.


