Ibovespa tem pior semana pós-eleição em 37 anos e empresas da B3 perdem R$ 963 bi
Segundo InfoMoney e Times Brasil, a queda começou na segunda-feira, 26 de outubro, com circuit breaker e alta do dólar; juros e contas públicas pesam.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O Ibovespa viveu sua pior semana pós-eleição presidencial em 37 anos, de acordo com o Times Brasil, com sessões de forte queda até sexta-feira, 30 de outubro. Segundo o InfoMoney, o índice recuou 18,12% na semana, a maior queda semanal desde março de 2020, quando a baixa foi de 18,88%. Elos Ayta, citado pelo InfoMoney, classifica o período como a quinta maior queda semanal do Ibovespa desde o Plano Real. No mesmo levantamento, as empresas da B3 perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado após o segundo turno.
O movimento começou no primeiro pregão depois da votação, na segunda-feira, 26 de outubro. Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Segundo o Seu Dinheiro, o mercado apostava em uma vitória da oposição com base em pesquisas, e Flávio Bolsonaro havia saído à frente no primeiro turno. A aposta não se confirmou, e a reação dos investidores veio logo na abertura dos negócios.
No pregão de segunda-feira, o Ibovespa caiu 13,88% e fechou em 176.608,23 pontos. Segundo o Times Brasil, o circuit breaker foi acionado, e a última vez em que isso havia ocorrido foi durante a pandemia. No mesmo dia, o dólar subiu 8,31% e foi cotado a R$ 5,4027.
Ao explicar o movimento, o InfoMoney citou a piora nas expectativas para juros e para o quadro fiscal, além da aversão ao risco no exterior. O Times Brasil aponta na mesma direção e atribui a queda à revisão de expectativas sobre as contas públicas e a trajetória da dívida.
No acumulado de outubro, o Ibovespa acumula queda de 9,88%. Entre as ações, VAMO3 e MGLU3 aparecem com recuo superior a 50%, segundo manchete do InfoMoney, que não informa o período considerado. Enquanto a bolsa perdia valor, o Seu Dinheiro destacou que Tesouro Selic, CDI e Poupança foram citados como os únicos investimentos sem volatilidade após a reeleição de Lula.
O que muda para o investidor
O episódio indica que, no curto prazo, os preços de ativos brasileiros passaram a reagir mais a sinais sobre juros e contas públicas do que ao resultado eleitoral em si, conforme a leitura das fontes consultadas. Para quem investe em bolsa, o ponto de atenção é a trajetória fiscal e o caminho da dívida, justamente os fatores que as próprias fontes apontaram como causa da queda. Para quem opera dólar, a alta de 8,31% na segunda-feira mostra como uma mudança de expectativas pode afetar o câmbio em poucas horas. Nenhuma das fontes trata da duração desse movimento, e este texto não faz projeções sobre preços.







