Após reeleição de Lula, Ibovespa tem pior semana desde 2020 e dólar dispara
Segundo o Times Brasil, o Ibovespa caiu 18,12% na semana e o dólar subiu 9,04%, com a política fiscal e a equipe econômica no centro das preocupações.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE SEU DINHEIRO · 2 MIN

A reeleição de Lula para um quarto mandato abriu a semana mais dura da Bolsa brasileira desde março de 2020. Segundo o Seu Dinheiro, no primeiro pregão após a eleição o Ibovespa chegou a cair 17% no intradia e fechou em queda de 13,88%, o que acionou o circuit breaker, mecanismo ativado quando o índice recua mais de 10%.
Lula venceu o segundo turno, e Flávio Bolsonaro (PL), derrotado, foi para os Estados Unidos, de acordo com a Revista Oeste. O resultado chegou depois de um mês de outubro já marcado por forte movimento nos ativos.
Segundo o Money Times, o dólar subiu 5,20% à vista e 4,65% na PTAX ao longo do mês, o melhor desempenho entre os investimentos no período. No mesmo intervalo, o Ibovespa recuou quase 10%.
Na sexta-feira, 30 de outubro, o Ibovespa cedeu 0,75% e fechou aos 167.921,80 pontos, de acordo com o Times Brasil. No acumulado da semana, a queda foi de 18,12%, a pior desde março de 2020, enquanto o dólar avançou 9,04%. A moeda americana fechou a R$ 5,4443 à vista, com alta de 1,05% no dia, e ainda acumula recuo de 0,81% no ano. Naquela sexta, a Revista Oeste registrou dólar em alta e B3 em queda já no início da tarde.
O Times Brasil aponta dois fatores para esse movimento: a política fiscal e a falta de definição da equipe econômica do próximo governo. Na leitura editorial do The X-Trader News, são justamente esses pontos que o mercado mais cobra, porque regras fiscais claras e nomes definidos reduzem a incerteza sobre o que vem pela frente.
O que muda para o investidor
A combinação de dólar mais caro com Bolsa mais pressionada indica que o mercado passou a precificar mais incerteza sobre as contas públicas e sobre a condução da economia no próximo governo. Para quem investe em ações e em juros, o efeito costuma aparecer em duas frentes: a sensibilidade das empresas ao cenário doméstico e o câmbio, que altera a leitura de retorno de ativos atrelados ao dólar. Este texto não recomenda comprar nem vender nada e não arrisca projeções de preço. O ponto central é acompanhar a definição da equipe econômica e os sinais sobre a política fiscal, justamente os fatores citados pelo Times Brasil.







