AMD dispara lucro no 3º trimestre e reforça a aposta do mercado em inteligência artificial
Lucro operacional mais que dobrou e margem subiu de 14% para 21%, segundo Money Times, enquanto Nvidia e AMD ampliam aporte na Meta.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN
A AMD divulgou na quarta-feira (4) o balanço do terceiro trimestre de 2026 com um salto de resultado que chamou a atenção de Wall Street. Segundo o Money Times, o lucro operacional subiu 123% na comparação anual, de US$ 1,27 bilhão no 3T25 para US$ 2,83 bilhões no 3T26. Para o veículo, o desempenho confirma o boom de inteligência artificial.
A receita do trimestre somou US$ 13,38 bilhões, alta de 45% ante os US$ 9,25 bilhões do mesmo período de 2025. Na mesma linha, a margem operacional passou de 14% para 21%, o que significa que a companhia converteu mais do faturamento em lucro. São números que deixam a empresa em posição de destaque no setor de semicondutores.
O balanço chegou em um pregão de cautela. Segundo a Redação do The X-Trader News, o Ibovespa ficou estável, aos 167.910 pontos, enquanto a moeda americana cotava R$ 5,48 em meio à expectativa pelo pleito dos Estados Unidos. O Treasury de 10 anos marcava 4,89%. Em Nova York, o Nasdaq operava em alta e o Dow recuava, com investidores atentos aos balanços de tecnologia e às midterms americanas.
O movimento da AMD também se conecta a uma operação maior. De acordo com o Times Brasil, Nvidia e AMD vão aplicar capital na Meta, com o objetivo de expandir a colaboração e a base técnica de IA. O aporte previsto da Nvidia soma 4 bilhões de dólares, o que dá R$ 17,2 bilhões, e será feito em papéis da Meta. Já a AMD destinaria 1 bilhão de dólares, ou R$ 5,7 bilhões. Do outro lado, a companhia pretende levantar 95 bilhões de dólares, equivalentes a R$ 543,4 bilhões, destinados a aplicações em inteligência artificial.
Os números da própria reportagem, porém, não fecham. O texto informa um aporte total de US$ 4 bilhões (R$ 22,9 bilhões), mas a soma das parcelas de Nvidia e AMD chega a US$ 5 bilhões. A conversão feita pelo veículo também implica câmbio de cerca de R$ 5,7 por dólar, acima da cotação de R$ 5,48 citada nesta matéria.
O que muda para o investidor
Para quem acompanha o Nasdaq, o caso reforça o peso de fabricantes de chips e de infraestrutura de IA na pauta de balanços. Enquanto o ciclo de investimentos das big techs seguir como motor de receita dos fornecedores, resultados como o da AMD tendem a manter o setor no radar. Com o Treasury de 10 anos em 4,89%, o custo do capital também segue como variável relevante para empresas de crescimento. Ao mesmo tempo, a dependência de captações bilionárias e a divergência de números nas reportagens pedem leitura cuidadosa antes de qualquer conclusão sobre o preço dos ativos.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
Lucro operacional 123% maior mostra que a demanda por chips de IA continua firme, e isso ajuda a sustentar o Nasdaq, em que as empresas de tecnologia mandam no índice. Mas balanço forte nem sempre vira alta duradoura, porque parte da notícia já estava no preço. Com o Treasury de 10 anos em 4,89%, os juros altos seguem como o principal freio para as ações de crescimento. Para quem opera Nasdaq, vale acompanhar se os semicondutores puxam o índice nos próximos pregões ou se a alta perde força.



