Após eleições de meio de mandato, Gutfeld diz que Democratas não conseguem mais moderar o partido
Na Fox News, apresentador afirma que vitória democrata é provavelmente temporária e que a ala ativista dita a pauta, enquanto convidados debatem guerra, preços e 2028.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O apresentador Greg Gutfeld afirmou, no programa "Gutfeld!", da Fox News, que os Democratas venceram as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, mas que o partido já não consegue se moderar. Na avaliação dele, a vitória tende a ser temporária, enquanto a condição do partido seria permanente.
Segundo o apresentador, os eleitores americanos punem quase sempre o partido que está no poder nas eleições de meio de mandato. Gutfeld citou Bill Clinton, Barack Obama e Donald Trump como presidentes que perderam mais cadeiras do que esperavam. Com base nisso, disse que o resultado não deveria surpreender.
A tese: um partido refém dos ativistas
O núcleo do argumento é que o grupo que assumiu a Câmara e o Senado, segundo ele, não é o dos antigos moderados. Gutfeld sustenta que os distritos de maioria democrata escolhem candidatos nas primárias, dominadas por ativistas, e não os mais competitivos em eleições gerais. Na avaliação do apresentador, o eleitorado trabalhador do partido se afastou e o que restou é um núcleo que trata posições políticas como identidade, de modo que o compromisso vira traição.
O apresentador listou o que espera da pauta democrata: anistia, mandatos para o setor privado, aumento de impostos, uma reformulação da Suprema Corte e mudanças de regras em vestiários. Previu ainda dois anos que, em suas palavras, seriam uma versão condensada dos anos Biden. Trata-se de opinião do apresentador, não de fato apurado pelo jornal.
O debate entre os convidados
O comediante Joe Machi afirmou que a derrota era previsível. Segundo ele, o partido no poder perdeu apoio ao romper promessas de campanha, como a de não abrir novas guerras. Ele disse que os Republicanos projetam perder cerca de 81 cadeiras na Câmara, número que atribuiu a projeções, e que um cenário de controle total por um só partido por uma geração seria um risco se os Republicanos não vencerem em 2028.
A autora Kat Timpf concordou que o resultado foi pior do que o habitual para o partido governista. Ela citou que homens jovens migraram para os Democratas por quase 40 pontos e que os conservadores só venceram entre eleitores com 65 anos ou mais. Para ela, Trump venceu em 2024 ao falar de problemas domésticos e de custo de vida, e depois teria se afastado desse foco. Sugeriu que os Republicanos ouçam as preocupações dos eleitores e ofereçam soluções de livre mercado.
A apresentadora Martha MacCallum, também presente, descreveu a noite como um momento de instabilidade e disse que o resultado marca o início da disputa de 2028. Ela mencionou a reação do vice-presidente J.D. Vance e relatos de que os eleitores republicanos compareceram, mas que muitos votaram nos Democratas.
O ex-lutador Tyrus disse que o presidente apostou ao enfrentar o Irã e que há consequências. Segundo ele, os Democratas fizeram promessas como saúde pública universal, que agora terão de sustentar. Ele previu que a guerra ainda não terá terminado em dois anos e que o preço da gasolina e a acessibilidade ao custo de vida seguem como temas centrais para o eleitor.
O que observar
A transcrição não trata diretamente de bolsa, juros ou câmbio. Os temas citados, porém, são os que costumam pautar o debate econômico: tarifas, parte delas derrubada por tribunais segundo Machi, preços de combustíveis, promessas de gastos e aumento de impostos. Para o investidor, o dado relevante é o novo equilíbrio de forças em Washington, que pode influenciar a agenda fiscal e regulatória até 2028. Gutfeld encerrou dizendo que o partido adversário se organiza e que os conservadores precisam fazer o mesmo no nível local, de conselhos escolares a legislaturas estaduais.


