Copom decide a Selic após reeleição de Lula em semana de queda da bolsa e alta dos juros
Depois da reeleição, a bolsa teve a pior semana desde março de 2020, o dólar subiu e os juros futuros dispararam antes da decisão desta quarta.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

A primeira semana após a reeleição de Lula (PT) foi de forte pressão sobre os mercados brasileiros. Segundo InfoMoney, a bolsa registrou sua pior queda semanal desde março de 2020, após cinco pregões. No mesmo período, o dólar subiu e os juros futuros dispararam. Agora, o foco se volta para o Copom, que decide a Selic nesta quarta-feira (4).
A decisão ganha peso porque envolve uma hipótese que até pouco tempo parecia distante. De acordo com InfoMoney, o ciclo de cortes da Selic pode terminar em 13,75% ao ano, patamar que, segundo a mesma reportagem, parecia longe até a véspera do segundo turno.
O que está em jogo, portanto, é se o Copom vai confirmar essa leitura ou se o cenário de juros ainda deixa espaço para novas movimentações. O desfecho também dirá como o Banco Central responde a um cenário de juros futuros em alta logo após a eleição.
A reação dos ativos reforça essa leitura. A queda da bolsa, a alta do dólar e a escalada dos juros futuros ocorreram juntas, o que indica que o movimento não ficou restrito a um único mercado. Para o leitor que acompanha temas fiscais, o episódio mostra como a curva de juros reage quando o resultado eleitoral entra no preço.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, a decisão desta quarta-feira serve de referência para a Selic, o dólar e a bolsa ao mesmo tempo. Se o Copom sinalizar que o ciclo de cortes termina em 13,75% ao ano, a curva de juros futuros é o primeiro canal a observar, e o câmbio e a bolsa podem acompanhar esse movimento. Se a sinalização for outra, o mercado terá de rever suas apostas sobre juros, o que também mexe com os preços de ativos sensíveis à taxa. Vale acompanhar o comunicado do Copom com atenção.






