Após reeleição de Lula, Focus e Copom ditam o humor do mercado; eleição nos EUA entra no radar
Ibovespa e juros futuros reagem às novas projeções do Focus, enquanto investidores aguardam a decisão da Selic e as eleições de meio de mandato nos EUA.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Novembro começa com o mercado brasileiro dividido entre duas agendas. Segundo Money Times, o Ibovespa acompanha o Relatório Focus no primeiro pregão do mês, depois do feriado de Finados, com os investidores revisando estimativas após a reeleição de Lula (PT). Na mesma semana, o Copom inicia sua reunião, com decisão prevista para esta quarta-feira (4), e os Estados Unidos vão às urnas em eleições de meio de mandato.
A expectativa predominante, de acordo com Money Times, é de manutenção da Selic em 13,75% a.a. Para InfoMoney, a hipótese de que o ciclo de cortes termina nesse patamar parecia distante até a véspera do segundo turno. O Focus, que traz as projeções do mercado, passa a ser lido à luz dessa mudança de cenário.
A semana pós-eleição já deixou marcas nos preços. Segundo InfoMoney, o Ibovespa teve, nos cinco pregões seguintes à reeleição, sua pior queda semanal desde março de 2020. No mesmo período, o dólar subiu e os juros futuros dispararam, um movimento que sugere maior peso da questão fiscal e da inflação na precificação dos ativos.
Do lado americano, Exame informa que a disputa desta terça-feira (3) escolhe 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado, e que pesquisas apontam vantagem democrata. O resultado, segundo a mesma publicação, define a governabilidade de Donald Trump até 2028. Money Times relata que o mercado também acompanha dados de emprego antes do payroll de outubro, e Investing.com registra queda do FTSE 100 com derrota tecnológica global, com o BoE também no radar.
O que está em jogo é a previsibilidade. Para quem analisa as contas públicas com lente de responsabilidade fiscal, a revisão de projeções após uma eleição mostra quanto o mercado está disposto a cobrar pelo risco. Se a Selic for mantida e o ciclo de cortes encerrar em 13,75%, a discussão deixa de ser quando o juro começa a cair e passa a ser por quanto tempo ele fica alto.
O que muda para o investidor
Para quem investe em bolsa, juros e dólar, três variáveis merecem atenção: a decisão do Copom na quarta-feira, a leitura das novas projeções do Focus e o resultado das urnas nos Estados Unidos. Juros futuros mais altos tendem a pesar sobre ações de empresas mais dependentes de crédito e sobre o valor presente de fluxos distantes, o que inclui parte relevante do Nasdaq. Já a alta do dólar altera o retorno em reais de quem tem ativos no exterior. Esta matéria não recomenda compra ou venda de nenhum ativo nem projeta cotações; ela descreve os canais pelos quais cada evento pode chegar à carteira.






