Mercado se divide sobre a Selic nesta quarta, e dezembro segue em aberto
Economista prevê corte, mas Exame aponta expectativa majoritária de manutenção em 13,75%, e a proposta de Lara Resende sobre a Selic repercute mal entre operadores.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

O Copom se reúne na terça (3) e na quarta (4), e a decisão sobre a Selic sai na quarta. Segundo o Money Times, a economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawauti, prevê corte da taxa nesta reunião, mas vê o passo seguinte com cautela, já que o destino de dezembro ainda está em dúvida. O debate importa para quem investe em bolsa, Nasdaq, juros e dólar, porque a trajetória da Selic define o custo do dinheiro no país.
Nem todos compartilham essa leitura. A Exame informa que a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 13,75%, e que as opções negociadas na B3 indicam 68,86% de chance de a taxa ficar como está. Itaú e Warren também projetam manutenção, enquanto o Banco Inter aposta em corte de 0,25 ponto percentual.
Para dezembro, Kawauti condiciona qualquer novo corte ao cenário fiscal, ao comportamento do dólar e às expectativas de inflação. Se essas expectativas piorarem, ela avalia que o BC pode não ter espaço para o último corte do ano. Em outra reportagem, o mesmo Money Times resume a tese de que o Copom deve manter as taxas e pausar os cortes nos próximos encontros.
Outro ponto que entrou na conversa é um texto de André Lara Resende, formulador do Plano Real. Segundo o Money Times, o autor sugere uma nova fórmula para a Selic, com um teto ligado à inflação e ao crescimento. Operadores leram a proposta como um possível tabelamento dos juros, e a leitura desagradou investidores.
No pregão, o Ibovespa em dólar subiu na terça (3), em um dia marcado pela volatilidade típica da virada de mês e pelo ajuste de carteiras, de acordo com o mesmo veículo. O movimento antecede uma decisão que divide as projeções e deixa a sinalização do BC para os próximos encontros no centro das atenções.
O que muda para o investidor
A Selic é a referência para o custo do crédito, para a remuneração da renda fixa e para a atratividade relativa das ações e de outros ativos de risco. Por isso, uma manutenção, um corte ou uma sinalização sobre dezembro tendem a mudar a leitura do mercado sobre juros e câmbio. A dúvida sobre o último corte do ano e a repercussão da proposta sobre tabelamento tornam o comunicado do Copom e as expectativas de inflação pontos centrais para quem opera. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda e não projeta cotações.






