Focus, Copom e balanço do Itaú puxam pregão de terça após feriado de Finados
Pregão volta da folga de Finados de olho no Focus, na reunião de dois dias do Copom e no balanço trimestral do Itaú.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

O mercado brasileiro volta a operar nesta terça-feira (3/11), depois do feriado de Finados, com três focos de atenção para quem acompanha juros, dólar e bolsa: o Boletim Focus, o início da reunião do Copom e o balanço trimestral do Itaú. Segundo o InfoMoney, a B3 ficou fechada na segunda-feira (2/11), e o Focus desta semana é o primeiro levantamento depois da reeleição de Lula, com expectativa de forte piora nas projeções dos principais indicadores.
O Copom também começa nesta terça uma reunião de dois dias. Pelas opções de Copom negociadas na B3, com fechamento na quinta-feira (29/10), a manutenção da Selic aparece com probabilidade de cerca de 70%, e um corte de 0,25 ponto percentual, com cerca de 30%, de acordo com o InfoMoney. Os contratos de juros, ainda segundo a mesma fonte, embutem apostas residuais em alta da taxa.
No balanço, o Itaú (ITUB4) divulga o resultado do terceiro trimestre de 2026 após o fechamento do pregão de terça, segundo o Seu Dinheiro. O consenso da Bloomberg projeta lucro líquido de R$ 12,714 bilhões, alta de 7% na comparação anual, com retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) de 23,8%, 0,5 ponto percentual acima de um ano antes. A LSEG, citada pelo InfoMoney, aponta números um pouco menores: lucro de R$ 12,6 bilhões e receita de R$ 48,3 bilhões.
O resultado ganha relevância porque o setor convive com crédito em expansão e inadimplência em alta. Segundo o Seu Dinheiro, os grandes bancos enfrentam avanço da inadimplência enquanto crescem a carteira de crédito, e os concorrentes decepcionaram no terceiro trimestre. Para o investidor, a discussão deixa de ser apenas o tamanho do lucro e passa a incluir a qualidade do que está sendo emprestado.
A agenda do dia, conforme a Exame, também traz a reabertura do pregão após o feriado e os indicadores da FGV. Ou seja, a sessão de terça reúne em um mesmo dia leituras sobre juros, expectativas de inflação e o desempenho do Itaú.
O que muda para o investidor
O possível efeito se concentra em três pontos. Se o Focus confirmar a piora esperada, a curva de juros pode incorporar um cenário mais restritivo, o que pesa sobre ativos sensíveis à Selic e costuma mexer com o câmbio. Se o Copom mantiver a taxa, como indicam as opções, a decisão tende a ser lida como coerente com o que já está precificado. Já o balanço do Itaú funciona como termômetro do setor: lucro perto do consenso e inadimplência sob controle sustentariam a leitura de solidez, enquanto uma piora na qualidade do crédito reforçaria a cautela com os bancos. Esta análise não é recomendação de compra ou venda e não prevê preços, pois o desfecho depende de dados e decisões que ainda não foram tomados.






