Copom: mercado passa a prever manutenção da Selic na 1ª reunião após eleições
Segundo Exame, a expectativa majoritária é de Selic mantida em 13,75% na decisão de quarta (4), e as opções da B3 apontam 68,86% de chance de manutenção.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE EXAME · 2 MIN

O mercado financeiro mudou de aposta antes da primeira decisão do Copom depois da eleição. Segundo Exame, a expectativa majoritária agora é de manutenção da Selic em 13,75%, e o cenário de novos cortes perdeu força entre os analistas.
A reunião acontece na terça (3) e termina na quarta (4). Pelas opções negociadas na B3, há 68,86% de chance de a taxa ficar como está. Itaú e Warren projetam estabilidade, enquanto a Inter ainda aposta em corte de 0,25 ponto percentual.
O consenso, porém, não é unânime. Levantamento Projeções Broadcast, do Estadão, com 75 instituições, mostra 39 projetando corte de 0,25 ponto percentual e 36 projetando manutenção em 13,75%. A divisão deixa claro que a decisão de quarta não está descartada para nenhum dos lados.
O pano de fundo é a reeleição de Lula (PT). Segundo Money Times, o Relatório Focus passou por revisões depois do resultado. Na mesma semana, de acordo com InfoMoney, a Bolsa teve a pior queda semanal desde março de 2020, o dólar subiu e os juros futuros dispararam. O Ibovespa retoma os negócios no primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados.
Lá fora, o cenário também entra na conta. Money Times lembra que os EUA têm eleições de meio de mandato e que dados de emprego chegam antes do payroll de outubro. A próxima reunião do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro, e, segundo Estadão, o mercado espera Selic em 13,75% até o fim do ano. Para InfoMoney, a hipótese de o ciclo de cortes terminar nesse patamar é justamente o ponto central da decisão desta semana.
O que muda para o investidor
Se o Copom mantiver a Selic em 13,75%, a discussão deixa de ser quando começam os cortes e passa a ser por quanto tempo os juros permanecem altos. Para quem acompanha bolsa, Nasdaq e dólar, esse cenário costuma pesar no custo do capital das empresas e na atratividade de ativos de renda variável frente à renda fixa. Já um corte, ainda que pequeno, sinalizaria o início de uma trajetória de juros mais baixos. Vale acompanhar a comunicação do Banco Central na quarta e as próximas revisões do Relatório Focus, porque são elas que mostram se o mercado está ajustando suas apostas.






