Custo Brasil passa a incluir criminalidade e juros reais em nova metodologia
Nova estimativa do Custo Brasil, que será divulgada em 18 de novembro, passa a medir o impacto da violência e do crédito caro na economia.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE REVISTA OESTE · 3 MIN

O ambiente de negócios no país ganha uma radiografia mais realista a partir do próximo dia 18 de novembro, quando será divulgada em São Paulo a nova estimativa do Custo Brasil. Segundo a Revista Oeste, a iniciativa é liderada pelo MBC e pela Monitor Deloitte, que decidiram reformular a metodologia para capturar com mais precisão os entraves estruturais que afetam a competitividade nacional.
A principal mudança anunciada é a reorganização dos indicadores, que serão reduzidos de 12 para sete eixos temáticos. De acordo com a Revista Oeste, a reformulação busca dar maior clareza aos fatores que encarecem a produção e a atividade econômica, refletindo de maneira mais direta os desafios enfrentados por empresas e empreendedores no cotidiano.
Entre as novidades, a segurança pública ganha uma categoria própria dentro do levantamento. Conforme apurou a Revista Oeste, esse novo eixo vai considerar aspectos críticos como a violência urbana, a incidência de roubo de cargas e a expansão dos mercados ilegais, gargalos históricos que corroem margens e elevam os gastos operacionais.
Outro ponto central da atualização metodológica recae sobre o financiamento das empresas. Segundo a Revista Oeste, o eixo de financiamento passará a incluir os juros reais no cálculo, somando-se ao spread bancário e ao risco país, o que promete evidenciar o peso do custo do dinheiro na expansão do setor produtivo.
O que muda para o investidor
Para quem opera e investe nos mercados, a inclusão de variáveis como segurança pública e juros reais na medição oficial oferece um termômetro mais rigoroso sobre o ambiente macroeconômico e a alocação de capital. A nova métrica detalha com maior precisão os fatores que pressionam a rentabilidade corporativa, permitindo uma leitura mais sofisticada dos riscos sistêmicos e estruturais que impactam os ativos negociados na bolsa, no mercado de juros e no câmbio.
Análise X-Trader: o que muda para quem opera
Incluir juros reais e criminalidade no cálculo do Custo Brasil coloca em número algo que o mercado já sente no preço: produzir no país custa caro, e parte desse custo vem do dinheiro caro e da insegurança. Com a Selic em 13,75%, o juro real brasileiro está entre os mais altos do mundo, o que pesa sobre o lucro das empresas listadas. Para quem opera bolsa e juros futuros, o estudo de 18 de novembro é contexto de longo prazo, não gatilho de curto prazo.


