Democrata que apoiou republicano em Michigan é alvo de fogo amigo, e a disputa pelo Senado ganha novo capítulo
Segundo a Fox Business, a deputada Haley Stevens enfrenta críticas de aliados após endossar Mike Rogers contra o democrata Abdul El-Sayed na corrida ao Senado.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
A deputada democrata Haley Stevens, de Michigan, virou alvo de líderes do próprio partido depois de endossar o republicano Mike Rogers, candidato ao Senado dos Estados Unidos, contra o democrata Abdul El-Sayed. O episódio foi debatido no programa "The Five", da Fox, e, segundo os apresentadores, expõe fissuras na coalizão democrata em um dos estados mais disputados da eleição.
De acordo com o relato exibido, Stevens decidiu apoiar Rogers depois que o candidato de seu partido se recusou a convidá-la para um evento de campanha. Ela afirmou que El-Sayed estava "ficando cada vez mais bravo" e disse ter tentado ajudá-lo e endossá-lo. Também criticou um anúncio de campanha que, segundo ela, culpava judeus pelos preços altos, e disse que não aceitaria ver um nome democrata fazendo campanha ao lado de alguém acusado de afirmar que os Estados Unidos mereceram o 11 de setembro.
A reação dentro do partido foi dura. Segundo o programa, dirigentes classificaram o gesto como traição, e houve quem questionasse a aptidão mental da deputada. Os apresentadores citaram ainda ataques pessoais dirigidos a ela e consideraram o tratamento impróprio.
A avaliação dos apresentadores
Na avaliação da apresentadora Dana Perino, o episódio mostra um padrão de tratamento duro de parte do Partido Democrata a mulheres que divergem da linha oficial. Ela lembrou que Stevens quase venceu a primária, com cerca de 50% dos votos contra 50,1% de El-Sayed, e disse acreditar que a deputada decidiu agir por princípio, ciente de que perderia aliados.
Jesse Watters comparou a situação a uma coalizão fraturada. Segundo ele, o resultado da disputa em Michigan terá peso para além do estado, porque a corrida estaria ligada a pautas como o populismo econômico de esquerda e a posição sobre Israel. Ele afirmou que muitos democratas estariam em silêncio, parte deles satisfeita com o desfecho.
Greg Gutfeld disse na avaliação dele que o partido escolheu a lealdade partidária acima do país e criticou as associações de El-Sayed com grupos muçulmanos radicais, incluindo a Irmandade Muçulmana. Gutfeld também afirmou que a "grande tenda" democrata tolera desvios em uma direção, mas não na outra.
Defesa do partido
O comentarista Harold Ford Jr. discordou do enquadramento. Para ele, o episódio não representa o Partido Democrata como um todo, que, segundo disse, concentra a campanha em temas que ressoam entre eleitores e lidera em várias disputas, de acordo com as pesquisas da última semana. Ford criticou ainda os ataques à saúde mental de Stevens e disse que El-Sayed, por ter vencido a primária por margem mínima, deveria ter buscado reconciliação.
Para o investidor, a relevância está no equilíbrio de forças no Senado, que influencia a pauta fiscal, tributária e regulatória em Washington. Uma divisão democrata em Michigan, segundo o debate, pode afetar o resultado de uma vaga considerada aberta, embora a transcrição não traga pesquisas específicas sobre a corrida.






