Democratas assumem Câmara e Senado dos EUA e Wall Street revisa cenários
Vitória democrata na eleição de meio de mandato reduz o peso de alas radicais, segundo estrategistas, e pode facilitar a negociação de orçamento e dívida.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Os democratas assumiram o controle da Câmara e do Senado dos Estados Unidos na terça-feira (3/11/2026), em uma eleição de meio de mandato que o mercado acompanhava de perto. Segundo o InfoMoney, as maiorias conquistadas pelo partido nas duas casas ficaram acima do que o mercado esperava nas semanas anteriores à votação.
O resultado pesa mais porque ocorre a dois anos do fim do segundo mandato de Donald Trump, eleito para esse período há dois anos. Na véspera da votação, em comício no Kansas no domingo (1º/11), Trump disse esperar mais dois anos de maioria republicana nas duas casas, expectativa que as urnas não confirmaram.
A Reuters informa que os democratas venceram em redutos republicanos, algo que não ocorria havia gerações. A agência cita como fatores da derrota a impopularidade da guerra contra o Irã, o alto custo de vida e a insatisfação com o governo Trump.
Relatórios do Goldman Sachs e do Morgan Stanley, divulgados na quarta-feira (4/11), foram o principal ponto de partida da revisão de cenários em Wall Street. Segundo os estrategistas dos bancos, citados pelo InfoMoney, o resultado reduz o peso das alas radicais democratas e facilita a negociação de orçamento, teto da dívida e gastos públicos. Para quem acompanha contas públicas, a questão central é se essa negociação de fato avança no Congresso.
No mercado, o X-Trader registrou, antes da votação, dólar a R$ 5,48, Ibovespa estável em 167.910 pontos e Treasury de 10 anos a 4,89%. No pregão de abertura, o Nasdaq subiu e o Dow recuou.
O que muda para o investidor
O ponto de atenção é o que o resultado sinaliza para a política fiscal americana, e não uma previsão de preços. Se a leitura dos estrategistas se confirmar, a negociação de orçamento, teto da dívida e gastos tende a ficar menos travada por alas radicais, o que pode reduzir parte da incerteza sobre as contas dos EUA. Nesse cenário, os juros longos e o dólar seguem como termômetros a acompanhar, com o Treasury de 10 anos em 4,89% e o câmbio em R$ 5,48 usados como referência antes da votação.


