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Democratas ampliam poder em Washington e republicanos enfrentam derrota nas urnas, diz Jesse Watters

Para o apresentador da Fox, guerra com o Irã, tarifas e preços altos pesaram na eleição de meio de mandato, e Trump deve enfrentar um Congresso hostil.

POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 4 MIN

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Os republicanos sofreram uma derrota pesada nas eleições de meio de mandato, na avaliação do apresentador Jesse Watters, da Fox News. No programa "Jesse Watters Primetime", transmitido pelo canal Fox Business, ele afirmou que os democratas podem conquistar nove cadeiras no Senado, o que seria o pior cenário para o partido do presidente Donald Trump, com placar de 56 a 44.

Segundo Watters, os democratas garantiram a Câmara e o Senado e venceram disputas importantes por governos estaduais na Geórgia, em Iowa, em Nevada, em Ohio e no Texas. O resultado mais surpreendente, disse ele, foi a saída do governador texano Greg Abbott, e o estado passa a ter seu primeiro governador hispânico, Hinojosa. A Flórida foi o único lugar em que os republicanos resistiram, com todas as disputas estaduais vencidas pelo partido.

O apresentador destacou derrotas em territórios historicamente favoráveis aos republicanos. Em Iowa, o partido não perdia havia quase 20 anos. Na Carolina do Sul, a cadeira que era de Lindsey Graham não mudava de mãos havia 30 anos. No Maine, o intervalo era de quase 40 anos, e no Kansas, de quase 90. No Texas, segundo ele, Jamie Talarico bateu Paxton por 12 pontos, e o estado teve seu melhor resultado democrata desde 1993.

Economia, guerra e tarifas

Watters atribuiu a derrota sobretudo à guerra com o Irã e, em parte, à guerra comercial. Disse que o presidente prometeu que essas duas apostas compensariam, e que o apresentador acredita que sim, mas que o retorno não veio rápido o bastante. Segundo ele, a aprovação de Trump começou a cair no "Dia da Libertação", quando o país não estava preparado.

O apresentador afirmou que a reindustrialização é um processo lento e doloroso, e que os agricultores de estados republicanos pagaram o preço quando a China deixou de comprar suas safras. Sobre o Irã, disse que o estreito de Ormuz foi bloqueado e que os preços de gasolina, diesel e fertilizantes subiram. Na sua avaliação, tudo isso veio na ressaca da "Bidenomics": preços e juros altos sufocaram eleitores, especialmente os jovens.

Watters ponderou que os fundamentos têm pontos fortes. Disse que a bolsa vai bem, que o desemprego está baixo e que novas siderúrgicas, estaleiros e fábricas de automóveis estão sendo construídos, mas que a situação segue instável para muita gente. Ele também citou o desgaste do episódio Epstein, o assassinato de Charlie Kirk e a baixa mobilização da base como fatores adicionais.

Eleitorado e inteligência artificial

Os números por grupo, segundo o apresentador, mostram um deslocamento amplo. Os homens teriam mudado 17 pontos em relação à eleição anterior, e os democratas teriam vencido entre eles. Entre os jovens, a virada foi de 32 pontos, com 70% dos menores de 30 anos votando nos democratas. Entre os hispânicos, o movimento foi de 28 pontos para a esquerda, e os negros permaneceram fiéis ao partido. Os brancos se dividiram, com os democratas obtendo 48% ou 49%. Para ele, se os republicanos não conseguirem vencer com folga entre brancos, o partido "como é hoje" estará acabado.

Houve ainda um recado para o setor de tecnologia. Segundo Watters, o Texas deveria abrigar quase metade dos data centers do país, o que não está mais acontecendo. Nos locais em que moratórias à IA foram a voto, em 41 distritos, todas as 41 foram aprovadas. Ele interpretou o resultado como eleitores cobrando algo em troca de ter essa infraestrutura no quintal, e disse que o país está em apuros na corrida da IA.

O que vem pela frente

Para Watters, o desgaste será sentido por algum tempo, e o Partido Republicano talvez só recupere o Senado na próxima década. Ele previu audiências, investigações e até um possível impeachment. Trump, segundo o apresentador, está aberto a assinar projetos bipartidários, mas já se descreve como "Mr. Veto": propostas democratas como a ampliação da Suprema Corte ou a saúde nacionalizada seriam vetadas, e a derrubada exigiria dois terços do Congresso, o que não deve ocorrer.

O apresentador concluiu que a história julgará Trump como um líder ousado e de consequências, mas que, no curto prazo, os eleitores entregaram seu veredito. Para o mercado, o recado, segundo a análise do canal, é que preços altos, juros elevados e incerteza sobre guerra e tarifas continuam no centro do humor do eleitor, e que Washington deve entrar num período de governo dividido e confronto político.

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