Democratas projetam retomar o Senado dos EUA e chegam a pelo menos 51 cadeiras, diz Fox News
Vitórias na Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Texas, Kansas e Iowa embasam a projeção; painel discute o impacto sobre o governo Trump
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Os democratas vão assumir o controle do Senado dos Estados Unidos, segundo projeção da Fox News divulgada na noite eleitoral. O partido terá ao menos 51 cadeiras, com vitórias na Carolina do Norte, na Carolina do Sul, em Ohio, no Texas e no Kansas. A mais recente veio de Iowa, onde Ashley Hinson foi derrotada por Josh Turek, que será o senador democrata pelo estado.
O apresentador Bret Baier afirmou que os democratas "selaram o acordo" e controlarão a Casa pelo menos por ora. Ele observou que ainda há estados em disputa, como Michigan, e que o Alasca, que poderia demorar a ser apurado, não é mais um cenário de preocupação para o resultado.
Vitórias em território republicano
Segundo um dos comentaristas do painel, os democratas precisaram jogar em território profundamente republicano para alcançar a maioria. Ele disse que estados que ninguém imaginaria em jogo poucos meses atrás entraram na disputa e que o quadro é extraordinariamente diferente do de 2024, com muitas ramificações políticas.
Baier também ironizou a liderança do partido: Chuck Schumer deve ser o líder da maioria no novo Senado, mas, segundo o apresentador, vários candidatos democratas com quem conversou pelo país disseram que não votariam nele para o cargo. Um dos participantes respondeu que isso foi dito antes da vitória.
Harold, outro integrante do painel, classificou o resultado como uma grande vitória, comparável à de 1974, quando, segundo ele, os eleitores reagiram a uma economia difícil, a suspeitas de corrupção no governo e a uma guerra (o Vietnã, à época). Na avaliação dele, a vitória real para os democratas está em Estados como Kansas, Iowa e Texas, que uma geração do partido considerava impossíveis de vencer.
O comentarista também afirmou esperar que os democratas ouçam a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, e demonstrem disposição para trabalhar com o presidente Donald Trump, que, segundo ele, também teria essa disposição. Para ele, o recado das urnas é de cooperação: se isso ocorrer, "o povo vai ganhar"; se não, o partido enfrentará nova disputa em dois anos.
A mensagem para Trump e o que vem pela frente
Trey Gowdy, outro participante do painel, discordou da leitura de que os eleitores abraçaram os democratas. Para ele, enviar uma mensagem é muito diferente de endossar um partido. Gowdy afirmou que a vitória de Trump dois anos antes nada teve a ver com mudar o nome de um lago, do Golfo do México ou do Departamento de Defesa, e alertou que os democratas podem cair na mesma armadilha de se afastar dos "primeiros princípios".
Na avaliação de Gowdy, os democratas não conseguirão aprovar nada de relevante, porque Trump não sancionará o que enviarem, e passarão o tempo em investigações. Ele defendeu que vencer uma eleição, por si só, não é um mandato. Segundo ele, a mensagem ao presidente é que os eleitores o elegeram para fazer certas coisas e que ele precisará fazê-las sem controlar a Câmara nem o Senado, sem poder confirmar juízes e ministros da Suprema Corte.
A transcrição não detalha efeitos sobre bolsa, juros ou dólar. Para o investidor, o ponto central é o desenho político: um Congresso dividido tende a reduzir a margem do governo para avançar pautas, o que deve manter o foco do mercado nas negociações entre Casa Branca e oposição.


