Democratas retomam o Senado em vitória ampla nas eleições de meio de mandato, diz Bloomberg
Segundo a Bloomberg Television, derrotas de republicanos na Carolina do Sul, no Kansas e no Texas pesam sobre Trump em meio a custo de vida e guerra no Irã
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG TELEVISION · 3 MIN
Os democratas retomaram o controle do Senado dos Estados Unidos, segundo projeção apresentada pela Bloomberg Television na noite das eleições de meio de mandato. De acordo com a repórter Tyler Kendall, o partido ultrapassou o limiar de 51 votos ao somar os dois senadores independentes que costumam votar com a bancada democrata. A descrição do vídeo afirma que o partido conquistou as duas Casas do Congresso, e que o resultado equivale a uma rejeição ao presidente Donald Trump, em meio ao descontentamento dos eleitores com a economia e com a guerra no Irã.
Uma das maiores surpresas veio da Carolina do Sul, onde o senador republicano Lindsey Graham perdeu a vaga para a democrata Annie Andrews. A transcrição grafa o nome do parlamentar como "Darlene Graham". O estado não elegia um democrata para o Senado desde 1998. Pediatra de formação, Andrews centrou a campanha no custo da saúde, tema ligado à percepção de preços altos.
Segundo Kendall, o resultado também foi visto como uma derrota para a indústria de inteligência artificial, que injetou US$ 4,1 milhões em publicidade a favor do republicano numa ofensiva de última hora. A avaliação da repórter é que ele era tido como mais simpático à expansão de data centers.
Agricultura e tarifas pesam no Kansas
No Kansas, o senador Roger Marshall perdeu para Adam Hamilton por 51,3% a 45,7%. Kendall esteve no condado de Johnson, na divisa com o Missouri, e relatou que agricultores ouvidos por ela sofrem com a alta do combustível em plena colheita. Segundo a repórter, a economia do estado está muito exposta às disrupções provocadas pelas tarifas.
Kendall também citou a insatisfação dos produtores com o voto de Marshall sobre a rotulagem de país de origem na carne bovina. O tema se relaciona à iniciativa do governo Trump para reduzir o preço da carne e, na avaliação dela, pode ter contribuído para a derrota.
Texas, Maine e Michigan
No Texas, James Talarico venceu o procurador-geral Ken Paxton, candidato escolhido pelo presidente Trump, em um estado que o republicano havia vencido por dois dígitos de diferença em 2024. Kendall observou que muitos dos estados considerados indefinidos na noite eram cadeiras que os republicanos defendiam. A transcrição menciona uma virada inicial republicana na Carolina do Norte.
No Maine, com 58% das urnas apuradas, a senadora Susan Collins, no cargo desde 1996 e presidente do comitê de Dotações do Senado, aparecia atrás do democrata Troy Jackson, por 51,8% a 48,1%. Em Michigan, com cerca de 29% apurado, Abdul El-Sayed tinha 49,5% contra 48,6% de Mike Rogers, na vaga do senador democrata Gary Peters, que se aposenta. Segundo Kendall, os democratas não precisam necessariamente dessa cadeira, e o resultado deve demorar horas. Alasca ainda aguardava apuração.
O que muda para o mercado
A transcrição não traz reação de mercado. Para o investidor, o dado central é a perspectiva de um Congresso dividido entre Casa Branca e oposição, o que tende a ampliar o debate sobre tarifas, gastos e contas públicas, e a elevar a atenção ao custo de vida citado pelos eleitores. Esses são pontos a observar, sem que o material indique efeitos sobre bolsa, juros ou dólar.


