Democratas sinalizam investigações contra Trump, e analista da Fox vê risco político para o partido
Deputado que deve presidir comissão alertou o governo em rede social, e Schumer foi questionado sobre impeachment. Para a Fox News, o tema pode custar caro aos democratas.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Democratas indicaram que pretendem avançar rapidamente com investigações sobre o governo de Donald Trump, depois de, segundo a transcrição do programa, vencerem a Câmara e o Senado. O deputado Robert Garcia, apontado como provável presidente de comissão, fez um alerta ao governo em uma publicação na rede X, de acordo com a apresentação do Fox Business.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, foi questionado se o impeachment poderia ser o próximo passo. Na resposta exibida pelo canal, o entrevistado disse que o foco número um precisa ser entregar resultados ao povo americano em sua principal necessidade, os altos custos que, em sua avaliação, Trump impôs aos cidadãos. Em segundo lugar, afirmou, viria o combate à corrupção, e classificou o atual governo como o mais corrupto da história dos Estados Unidos.
O apresentador Lawrence observou que os democratas haviam dito que a campanha era sobre custo de vida e afirmou que o cenário parece de impeachment completo. A fala ajuda a entender o debate: a pauta econômica, que tende a mexer com o humor de investidores e consumidores, convive com a pressão por uma agenda de investigações.
Avaliação da analista da Fox
A editora jurídica da Fox News, Kerri Urbahn, disse que seria uma pena, porque o impeachment enfraqueceria os próprios democratas. Na avaliação dela, haveria um descompasso entre o que os eleitores querem e o que o partido poderia fazer.
Urbahn afirmou que as pessoas estão cansadas do que chamou de lawfare, que, segundo ela, começou em 2016 com James Comey e Bob Mueller. Ela disse ter trabalhado no primeiro governo Trump e classificou os processos de impeachment como absurdo. Para ela, o país está preso em um ciclo sem fim de disputas judiciais e revanche.
A analista reconheceu que, em alguns casos, o público percebe o atual governo como retaliatório contra adversários políticos, algo de que, segundo ela, as pessoas não gostam mais. Se os democratas seguirem esse caminho, disse, prejudicarão a si mesmos, e isso poderia ajudar os republicanos em 2028.
Investigação sobre o caso do Alasca
Lawrence também citou uma investigação ligada à eleição no Alasca, sobre o episódio que chamou de esquema do candidato "isca". Fontes, segundo ele, relatam mais de 120 intimações emitidas, e o Departamento de Justiça afirma que continuará lutando para que as cédulas sejam preservadas.
Urbahn lembrou que, segundo o tribunal, não houve dano, pois a eleição não havia ocorrido. Para ela, o ponto central está nos detalhes de como o recrutamento foi feito. A principal vulnerabilidade legal estaria na forma como os gastos foram declarados, em formulários de divulgação de financiamento de campanha, com a descrição genérica de despesa jurídica. Ela também citou o risco de mentiras ao tribunal ou a investigadores federais e considerou a tese de conspiração para fraudar o eleitor mais frágil.
Lawrence disse esperar que, havendo algo de concreto, a apuração siga estritamente as regras. A transcrição não traz dados sobre bolsa, juros, dólar ou contas públicas. Para o investidor, o episódio indica um ambiente político de maior atrito em Washington, cujos efeitos sobre os mercados ainda não são mensuráveis.


