Inflação preferida do Fed sobe 0,5% em setembro e vem em linha com as previsões
Índice de gastos com consumo dos EUA sai igual ao consenso do FactSet, com alta anual de 3,6% no geral e 3,1% no núcleo.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O índice de gastos com consumo dos Estados Unidos, conhecido como PCE, subiu 0,5% em setembro ante agosto e avançou 3,6% na comparação anual, segundo InfoMoney. Os dois números saíram exatamente iguais às previsões do consenso FactSet, o que tira do dado o efeito de surpresa.
O PCE é a medida de inflação preferida do Fed, o banco central americano, e por isso é acompanhado de perto por quem tenta antecipar os próximos passos da política monetária. A divulgação foi feita pelo Departamento do Comércio dos EUA na quinta-feira, dia 29.
No recorte que exclui alimentos e energia, o chamado núcleo do PCE subiu 0,3% em setembro ante agosto e marcou 3,1% na comparação anual. O consenso FactSet previa exatamente esses dois percentuais, de modo que o núcleo também não trouxe desvio em relação ao esperado.
Em geral, uma leitura em linha com as previsões pesa menos nos mercados do que um resultado fora do esperado, porque boa parte do movimento já está embutida nas cotações. Ainda assim, com a inflação em 3,6% no ano e 3,1% no núcleo, o dado mantém o assunto no centro da discussão sobre o caminho dos juros nos Estados Unidos.
Para a linha editorial deste jornal, que defende responsabilidade fiscal e livre mercado, a leitura é que a previsibilidade das regras e a disciplina com o gasto público ajudam a ancorar expectativas. Trata-se de uma opinião sobre o cenário, e não de uma previsão para a política do Fed.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o principal efeito de um PCE em linha com o consenso é a ausência de surpresa. Juros futuros e câmbio tendem a reagir mais à diferença entre o dado e as expectativas do que ao número em si, de modo que a divulgação confirma o cenário já precificado sem alterar a conta de forma abrupta. Quem acompanha o Fed deve olhar agora para o que o banco central disser sobre juros, porque o índice, isoladamente, não indica o rumo da política monetária. Esta matéria não traz recomendação de compra ou venda nem projeção de preços.
