El-Sayed minimiza apoio de Haley Stevens a Mike Rogers e foca em custo de vida na reta final em Michigan
Candidato democrata ao Senado diz não pensar na ex-rival, culpa a guerra no Irã pelos preços de gasolina e alimentos e volta a defender Medicare para todos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O candidato democrata ao Senado por Michigan, Abdul El-Sayed, se recusou a comentar diretamente o apoio de sua ex-adversária nas primárias, Haley Stevens, ao republicano Mike Rogers. Em entrevista coletiva no domingo anterior à eleição de terça-feira, disse que "na verdade não pensa em Haley Stevens" e tentou deslocar o debate para custo de vida, saúde e educação, segundo a transmissão da Fox Business.
O canal descreve o evento como uma demonstração de divisão no Partido Democrata. Ao ser perguntado se Stevens havia traído o partido, El-Sayed respondeu que não sabe mais o que é esse partido. Em seguida, afirmou estar "menos interessado na política e mais na política pública". Ele chegou a repreender os jornalistas, dizendo que as perguntas sobre o episódio "não importam" diante dos problemas das famílias.
Guerra, gasolina e alimentos
O tema central do discurso foi o custo de vida. El-Sayed e a senadora de Maryland que o acompanhou atribuíram ao governo Donald Trump a alta nos preços de gasolina e supermercado. Segundo eles, a causa seria uma guerra no Irã "que não deveria ser travada" e da qual o presidente "não sabe como sair". A senadora citou cerca de US$ 50 bilhões enviados para financiar o conflito, sem autorização do Congresso, nas palavras dela.
El-Sayed também criticou a guerra tarifária contra o Canadá e a lei que chamou de "big ugly bill", que, em sua avaliação, representa a maior transferência de renda dos pobres para os ricos da história americana. Trata-se de posição do candidato, não de dado verificado pela reportagem.
Agenda de gastos e o recado ao investidor
Na plataforma, El-Sayed defendeu Medicare para todos, retirada do dinheiro privado da política e mais verbas federais para escolas, infraestrutura e saúde. Na fala exibida pela Fox Business, não houve estimativa de custo para esses programas nem indicação de fonte de financiamento, ponto relevante para quem acompanha o debate sobre contas públicas americanas.
O candidato contrastou suas propostas com as de Rogers, a quem acusou de votar 19 vezes para manter altos os preços de medicamentos, de receber recursos da indústria farmacêutica e de seguradoras e de priorizar cortes de impostos para bilionários. Também afirmou que Rogers foi o arquiteto de uma lei de 1999 que retirou o controle local das escolas públicas de Detroit. A transcrição não traz resposta do republicano.
Trajetória e mobilização
El-Sayed lembrou que lançou a campanha em abril de 2025, após o congelamento de fundos federais, e que o senador atual anunciou naquele mesmo dia que não buscaria a reeleição. Disse ter vencido a primária mesmo com US$ 70 milhões gastos contra ele, o que o deixou em desvantagem de 11 para 1, e afirmou ter realizado 700 eventos públicos em 120 cidades.
O domingo era o último dia de votação antecipada em Michigan. O candidato participou de ato com líderes religiosos para mobilizar eleitores e disse que o Estado tem 10 milhões de habitantes, dos quais "9.999.998" não estão interessados na disputa entre ele e Stevens.
Para o mercado, o episódio não traz dado econômico novo. Segundo a avaliação dos próprios participantes, o resultado de terça-feira dependerá da pressão sobre os preços de combustíveis e alimentos e do debate sobre guerra, tarifas e gastos federais, temas que costumam influenciar juros, dólar e bolsas.






