Eleição de meio de mandato nos EUA chega ao dia da votação com disputas apertadas e Senado em jogo
Segundo painel da Fox News, republicanos tentam converter entusiasmo em comparecimento, enquanto democratas apostam no custo de vida em eleição que pode redefinir o Congresso.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
Os americanos foram às urnas nesta terça-feira (4) nas eleições de meio de mandato, e a avaliação do painel do programa "The Five", da Fox News, é que várias disputas devem se mostrar bem mais apertadas na reta final. Segundo a apresentadora Dana Perino, parte dessa disputa acirrada decorre da forma como os republicanos escolheram encerrar a campanha.
O presidente Donald Trump fez seu apelo final em entrevista à emissora, afirmando que os resultados serão melhores do que se imagina e que os comícios que realizou durante 30 dias lotaram estádios. Do lado democrata, a mensagem de encerramento teve como foco o custo de vida. Segundo o painel, a palavra mais repetida pelos candidatos foi "acessibilidade" (affordability), em um contexto de preços de gasolina descritos como os mais altos já registrados em um dia de eleição.
Custo de vida no centro da disputa
A analista Emily Compagno, da Fox News, argumentou que os democratas estão unidos apenas pela oposição a Trump e divergem amplamente em propostas de política. Na avaliação dela, o país não realizará avanços se a oposição ganhar o controle do Congresso, porque a energia legislativa seria direcionada a investigações.
Compagno citou pesquisa segundo a qual 4 em cada 10 republicanos consideram preços e custo de vida a principal preocupação do momento, mas apenas 2 em cada 10 apontam esse tema como prioridade do partido. Para ela, os candidatos republicanos têm a tarefa de transformar o entusiasmo em comparecimento, apresentando propostas concretas e tratando a inflação como uma dor de curto prazo.
Agenda econômica e risco de guinada à esquerda
O apresentador Greg Gutfeld afirmou que, se os democratas vencerem na Câmara e possivelmente no Senado, terão como opção deslocar-se ainda mais à esquerda, o que, na visão dele, serviria para lembrar o eleitor do que considera ruim no partido. Dana Perino citou o ex-assessor de Barack Obama Jim Messina, que teria dito não ter encontrado uma política econômica entre os democratas. Perino disse que o único grupo com agenda econômica clara seria a ala mais à esquerda do partido, e que propostas como o Medicare para Todos esbarram em dificuldades de execução quando se examinam os detalhes.
Perino afirmou ainda que alguns resultados serão mais apertados do que se previa, em parte pela forma como os republicanos fecharam a campanha, e que o eleitor pode achar a alternativa ainda pior na hora de votar. Ela disse não saber se o resultado da Câmara será conhecido ainda nesta noite.
O que observar
O comentarista Jesse Watters disse que o Senado está "muito em jogo" e que ninguém sabe o que vai acontecer. A jornalista Jessica Tarlov, por sua vez, afirmou que a vitória democrata seria um feito importante e que os candidatos do partido em disputas de destaque falaram de políticas, como a ampliação do Affordable Care Act e a construção de moradias mais acessíveis, e não de investigações.
Para o investidor, o desfecho define o ambiente de política fiscal e regulatória dos próximos dois anos, com potencial de influenciar juros, dólar e bolsas, incluindo a Nasdaq. A transcrição não traz projeções de mercado, e o resultado das urnas ainda não é conhecido.





