Michigan decide cadeira no Senado em disputa apertada que pode redefinir o equilíbrio de poder em Washington
No Dia da Eleição, correspondente da Fox News descreve corrida republicana contra democrata de esquerda como "cara ou coroa", com preços altos e Irã no radar dos eleitores.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 4 MIN
Os americanos foram às urnas nesta terça-feira (Dia da Eleição de 2026) em eleições legislativas que definem o controle do Congresso. Segundo a Fox News, a corrida mais observada do país é a vaga no Senado por Michigan, onde o republicano Mike Rogers enfrenta o democrata Abdul El-Sayed, apoiado pelos Socialistas Democráticos da América (DSA).
O correspondente John Roberts, que transmitiu de Detroit, afirmou que a cadeira está em mãos democratas há 25 anos e que a disputa será "muito apertada". Na avaliação dele, algumas pesquisas colocavam Rogers à frente, mas uma delas parecia um ponto fora da curva. Roberts classificou a disputa como "cara ou coroa", e disse que tudo depende de quantos republicanos comparecerão no dia da votação.
O comparecimento é a variável central. Segundo Roberts, cerca de 48% do total de votos de 2022 já haviam sido depositados por antecipação, pessoalmente ou pelo correio, restando por volta de 52% a apurar. Tradicionalmente, disse ele, os democratas dominam o voto antecipado e os republicanos dominam o dia da eleição.
Um democrata à esquerda e um primário que surpreendeu
El-Sayed venceu as primárias de 4 de agosto contra Haley Stevens por menos de um ponto percentual, depois de, segundo Roberts, todos esperarem uma vitória folgada, com vantagem estimada entre 10 e 15 pontos. A comentarista Kayleigh McEnany disse que a corrida tem grandes implicações para 2028 e citou que a deputada Alexandria Ocasio-Cortez chamou o caso de projeto geracional. Segundo ela, US$ 1 milhão saiu da conta política de Ocasio-Cortez para El-Sayed, a maior transferência que a parlamentar já fez.
Roberts afirmou que, se candidatos da ala mais à esquerda chegarem ao Congresso, o líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, poderão ter problemas, pois esses candidatos tentarão conduzir a pauta do partido. Em sua avaliação, o resultado pode representar uma mudança geracional do Partido Democrata em direção à esquerda. A co-apresentadora Amy Earhart disse que El-Sayed não é um democrata comum e criticou posições do candidato; essas são opiniões dos participantes do programa.
Roberts disse ainda que a campanha de El-Sayed arrecadou cerca de US$ 2 milhões após a polêmica envolvendo a ex-adversária Stevens, que, segundo ele, ainda votará no democrata para governador. O correspondente avaliou que o dinheiro pode ter pouco efeito nas últimas 48 horas, mas que o episódio "criou barulho".
Israel, custo de vida e Irã
A ajuda a Israel entrou no debate. O apresentador Bret Baier citou que o presidente Donald Trump afirmou, ao programa "Fox and Friends", que a ajuda americana a Israel chegaria ao fim no final deste ano. Roberts mencionou o valor de US$ 4 bilhões em assistência e avaliou que o montante é "uma gota no oceano" diante dos gastos nacionais com gasolina, alimentos e outros itens, contestando a tese, atribuída a El-Sayed, de que o dinheiro enviado a Israel explicaria o preço dos alimentos em Michigan.
Sobre o custo de vida, Roberts disse ter encontrado, no condado de Oakland, republicanos que reconhecem os preços altos de gasolina e diesel, mas que ainda apoiam Trump. Segundo ele, esses eleitores aceitam pagar mais caro para que o Irã não obtenha uma arma nuclear e dão ao presidente o benefício da dúvida de que encerrará a guerra com o Irã o quanto antes após a eleição. Ele ponderou que o cálculo pode mudar se o quadro persistir em dois ou três meses.
Trump, em entrevista citada pela Fox, disse que os Estados Unidos são hoje "o país mais quente do mundo" e que será preciso "manter a América grande". A Fox também destacou a disputa no Texas, onde o democrata James Talarico desafia o procurador-geral Ken Paxton, em outra corrida com potencial de alterar o equilíbrio de poder no Capitólio.
O que observar
Para o investidor, o ponto de atenção é o equilíbrio de forças no Congresso, que condiciona a agenda de impostos e gastos públicos. Segundo Roberts, se os democratas conquistarem a Câmara e o Senado, poderão pressionar por uma pauta mais à esquerda. A transcrição não traz dados de mercado, como bolsa, juros ou dólar, e a cobertura segue com a apuração dos resultados ao longo da noite.





