Aeris, fabricante de pás eólicas, pede recuperação extrajudicial para renegociar passivos
Pedido foi protocolado em São Paulo após aprovação do conselho, e o plano ainda depende da ratificação dos acionistas em assembleia.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 2 MIN

A Aeris (AERI3) protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar seus passivos, segundo o Money Times. O processo tramita na terceira vara da capital paulista dedicada a falências e a soerguimentos empresariais. A informação foi divulgada em fato relevante na quarta-feira (4), e a fabricante de pás para aerogeradores passa a discutir com credores e acionistas o futuro de sua estrutura financeira.
O conselho de administração já aprovou a medida, mas ela ainda precisa ser confirmada pelos acionistas em reunião extraordinária da assembleia geral. O Money Times também relata que os principais credores tomaram parte nas conversas sobre o plano.
A companhia diz que a meta é reorganizar sua composição de capital e baixar o endividamento. Os termos específicos do acordo não constam dos fatos apurados, então não é possível detalhar valores ou prazos.
Conforme a própria Aeris, a proposta visa manter a produção de lâminas eólicas, as vagas de trabalho, o recolhimento de impostos e os vínculos comerciais da empresa. Essa lista de objetivos mostra que a companhia apresenta a reestruturação como forma de manter a operação em pé, e não apenas de quitar dívidas.
Como a empresa afirma que o plano preserva empregos e tributos, a discussão tende a girar em torno dos termos que serão apresentados aos credores e aos acionistas nas próximas etapas.
O que muda para o investidor
Para quem investe e opera, o ponto central é que o plano ainda não está concluído, pois falta a ratificação dos acionistas e os termos da renegociação não foram detalhados nos fatos apurados. A meta de baixar o endividamento é o que mais pesa na leitura da companhia, já que um balanço menos pressionado por dívidas é um dos temas que o mercado observa ao avaliar uma empresa. Vale acompanhar o fato relevante, a convocação da assembleia e os termos do plano. Esta análise não constitui recomendação de compra ou venda.



