Oposição democrata ganha força no Congresso e impõe novo desafio a Trump
Democratas passam a comandar a Câmara e o Senado, aponta InfoMoney, enquanto a contagem segue por dias; para o JPMorgan, pesa mais a composição final do Legislativo do que a legenda vencedora.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Na terça-feira (3/11), o eleitorado americano mudou o jogo: a maioria da Câmara e do Senado passou das mãos republicanas para os democratas, segundo a InfoMoney. O resultado coloca Trump diante de um Congresso de oposição nos dois últimos anos do mandato, o que muda o ambiente político em que o governo vai tocar sua agenda.
A contagem, porém, ainda não terminou, e a InfoMoney projeta que a apuração siga por alguns dias até o resultado final. Com base em números parciais compilados pela Revista Oeste, os democratas já somam mais de 20 assentos na Câmara, em distritos que, em 2024, tinham representação republicana por dois dígitos em alguns casos.
Quanto ao Senado, a Revista Oeste contabiliza até agora vagas democratas em sete estados: Maine, Carolina do Norte, Texas, Kansas, Ohio, Iowa e Carolina do Sul. Em cinco desses, Texas, Carolina do Sul, Iowa, Kansas e Ohio, os republicanos costumam levar a disputa presidencial, o que reforça o peso da mensagem das urnas.
Entre os motivos apontados pela InfoMoney estão a carestia, o conflito armado com o Irã e o modo como o governo Trump vem conduzindo as coisas. A mesma cobertura chama atenção para brasileiros na disputa: três filiados ao Partido Democrata foram eleitos ou reeleitos em legislativos estaduais. Felipe Souza Lazaballet estreia na legislatura da Flórida, enquanto, em Massachusetts, Rita Mendes e Priscila Sousa conquistaram novo mandato.
Bancos de investimento já tentam medir o efeito sobre as ações e a economia americana. Conforme a InfoMoney, JPMorgan e UBS fizeram esse mapeamento, e o JPMorgan entende que o impacto depende menos da bandeira que venceu e mais de como o Legislativo ficará ao fim da apuração.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o ponto central é que a composição final das duas casas pesa mais do que a bandeira vencedora, o que torna a apuração um dado a acompanhar de perto. Com um Legislativo dividido, a agenda do governo pode encontrar mais resistência nos dois últimos anos do mandato, e isso importa para quem acompanha contas públicas, porque é o Congresso que define quais pautas de gasto e tributação avançam. Ainda não há, neste momento, uma projeção de preços: o que os dados permitem é seguir a apuração e a formação final das duas casas.



