Fitch mantém rating BB da Petrobras e sobe avaliação isolada da companhia
Segundo Money Times e InfoMoney, a agência manteve as notas da companhia e elevou o SCP de bbb para bbb+, citando governança e caixa.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE MONEY TIMES · 3 MIN

Ao mesmo tempo que confirmou o rating BB da Petrobras (PETR4) em moeda estrangeira e local, com perspectiva estável, a Fitch subiu de bbb para bbb+ a avaliação isolada da companhia, o chamado SCP. A informação foi divulgada pelo Money Times e repercutida pelo InfoMoney. O movimento combina estabilidade no rating com melhora em um indicador que avalia a empresa de forma separada.
A nota de longo prazo da companhia permanece em BB, em moeda estrangeira e local, com perspectiva estável. Na escala nacional, a classificação de longo prazo, AAA(bra), também foi mantida, com perspectiva estável. Segundo as reportagens, a agência vinculou a decisão ao rating soberano do Brasil, hoje em BB com perspectiva estável.
O perfil de crédito isolado, ou SCP, mede a qualidade financeira da empresa considerada por si só, sem contar apoio externo. Foi nesse indicador que a Fitch identificou avanço, ao passar o SCP de bbb para bbb+. Os motivos citados são governança, eficácia de gestão, geração de caixa sólida e baixa alavancagem.
A leitura da agência é que a companhia ganhou força em fatores internos, como a estrutura de governança e a capacidade de converter a operação em caixa, e que seu nível de endividamento segue baixo. Esses pontos ganham peso porque mostram a solidez da empresa sem depender de fatores externos à sua gestão.
Há, porém, um fator de cautela apontado nas reportagens: a União controla 50,3% dos votos da Petrobras, o que lhe dá margem para interferir na estratégia e nas decisões de investimento da empresa. Em outras palavras, a melhora nos fundamentos convive com a influência do controlador sobre o rumo da companhia.
O que muda para o investidor
Para o acionista, o recado da Fitch é misto. De um lado, a elevação do SCP sinaliza que a companhia, avaliada isoladamente, apresenta governança, geração de caixa e endividamento que a agência considera sólidos. De outro, a manutenção das notas em BB, ligadas ao rating soberano, indica que a classificação continua atrelada ao risco Brasil, e o poder de voto do governo segue como variável relevante para quem avalia decisões de investimento. A reportagem não traz projeções de preços nem recomendação de compra ou venda. O acompanhamento de novas decisões das agências e das políticas da estatal segue como o caminho para o investidor.


