Netanyahu perde maioria no Knesset e impasse político ameaça formação de governo em Israel
Segundo InfoMoney, a oposição liderada por Eisenkot ainda não tem votos para substituir Netanyahu, e o bloco governista soma 53 das 61 cadeiras necessárias.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

Sete dias após a votação realizada em 27 de outubro, Israel segue sem governo definido, e o futuro político de Benjamin Netanyahu entrou em suspense. Segundo InfoMoney, o Likud, partido de Netanyahu, voltou a ser o mais votado, mas a legenda perdeu a maioria que sustentava seu governo no Parlamento.
Para entender o tamanho da perda, vale olhar para 2022. Na ocasião, a aliança liderada por Netanyahu, que reunia o Likud, os partidos ultraortodoxos e a direita radical, conquistou 64 das 120 cadeiras do Knesset. Agora, esse mesmo grupo tem 53 cadeiras, e a maioria exige 61, ou seja, faltam oito votos.
Do outro lado, a oposição se organiza em torno de Gadi Eisenkot, que lidera uma coalizão com 48 cadeiras. Conforme a InfoMoney, ele ainda não reúne apoio parlamentar suficiente para substituir Netanyahu, e tampouco recebeu a incumbência de montar o gabinete. Por sua vez, as duas siglas árabes, Lista Conjunta e Ra'am, totalizam 19 assentos.
Somados, os três blocos chegam às 120 cadeiras do Knesset, e nenhum deles, na foto atual, alcança sozinho a maioria de 61. O resultado é um tabuleiro travado, em que a formação de uma coalizão depende de acordos que ainda não aparecem no horizonte.
Em jogo está mais do que a chefia do governo. Quem conseguir montar uma base estável definirá a agenda do país, o orçamento e a condução de temas sensíveis, tanto internos quanto externos. Quanto mais o impasse se prolonga, maior tende a ser a incerteza sobre a continuidade das políticas em curso.
O que muda para o investidor
Em termos gerais, períodos prolongados de indefinição política costumam aumentar a percepção de risco sobre um país, o que pode pesar sobre o apetite por ativos vinculados a essa economia. A extensão do efeito dependerá de quanto tempo o impasse durar e de quão claro será o desenho de uma nova coalizão. Para o investidor brasileiro que acompanha Nasdaq, juros e dólar, o caso é um lembrete de que o risco político pode mudar o humor dos mercados globais mesmo quando o foco principal é outro.



