Líder iraniano provoca os EUA após as eleições de meio de mandato, e Israel segue sem governo definido
Em publicações nas redes, liderança do Irã fala em custos enormes para os americanos; em Israel, nem Netanyahu nem a oposição têm maioria clara no Knesset.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
A liderança iraniana, na figura do aiatolá, lançou uma sequência de publicações nas redes sociais um dia depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, provocando o país em geral e o presidente Donald Trump em particular. A informação é do correspondente-chefe da Fox News, Jonathan Hunt, em participação no programa America's Newsroom, exibido pela Fox Business.
Em uma das mensagens, citada por Hunt, lê-se: "Líderes dos EUA se depararam com o muro impenetrável da revolta firme da valente nação iraniana. Seus erros de cálculo resultaram em custos enormes para o povo americano e para os Estados clientes do governo dos EUA". O trecho foi lido na tradução do original em inglês.
Segundo o correspondente, o momento não seria coincidência. A enxurrada de publicações veio logo após o pleito americano e também no 47º aniversário da tomada da embaixada dos EUA em Teerã, em 1979. Hunt lembrou que aquele episódio foi mais um em que os iranianos mancharam o legado de um presidente americano.
Israel entra em impasse político
De Tel Aviv, Hunt relatou que o presidente israelense, Isaac Herzog, inicia a próxima etapa de um processo em que o país tenta encontrar um vencedor numa eleição em que, nas palavras do correspondente, "efetivamente todos perderam".
O partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é o maior do Knesset, o Parlamento de 120 cadeiras, mas a coalizão dele perdeu um número significativo de assentos. Para Hunt, formar um governo será uma tarefa difícil para o premiê.
Herzog pode, segundo o correspondente, convidar o líder da oposição a tentar montar uma coalizão. O problema é que o bloco opositor também ficou abaixo da maioria. Ele só poderia costurar uma maioria se contasse com os dois partidos árabe-israelenses, que conquistaram um número recorde de cadeiras. Hunt classificou essa hipótese como difícil, e afirmou que até integrantes da própria coalizão de Netanyahu têm reservas quanto a trabalhar com essas legendas. Faltam semanas, disse, para saber quem formará o próximo governo.
O que Israel espera de Washington
Nesse intervalo, os israelenses também se perguntam o que o resultado das eleições americanas significa para a guerra no Irã. A dúvida, descrita por Hunt, é se Trump continuará a dar uma chance à diplomacia ou se, depois das perdas que o correspondente chamou de devastadoras, decidirá voltar a ataques de grande escala contra o Irã.
A transcrição não traz números sobre o resultado das urnas americanas nem menciona diretamente mercados, juros, câmbio ou contas públicas. Para o investidor, o que a reportagem de fato mostra é um quadro de incerteza em duas frentes: a definição do governo em Israel, que deve levar semanas, e o rumo da política americana para o Irã, ainda sem sinalização clara.


