nova proposta em brasilia estabelece limites severos e metas fiscais automaticas
parlamentar apresenta iniciativa no congresso com o objetivo de conter despesas e fixar parâmetros rígidos para a divida publica.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE O ANTAGONISTA · 2 MIN

Os investidores monitoram atentamente as discussões sobre o equilíbrio das contas publicas. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que apresentara a Lei de Credibilidade Fiscal em 5 de dezembro, trazendo novas diretrizes para a administração orçamentaria federal.
A proposta estabelece um planejamento plurianual para o resultado primario, que devera constar na primeira LDO de cada mandato. O texto determina um caminho de ajustes crescentes entre 2027 e 2030, exigindo um esforço fiscal que comeca com meio por cento e avanca para um por cento, um e meio por cento e dois virgula um por cento do produto interno bruto anualmente.
A validacao dos numeros ficara a cargo da IFI, com prazo final de entrega ate o final do primeiro trimestre de cada ano. Ajustes nas metas so serao permitidos em situacoes criticas como calamidades ou recessoes severas, enquanto eventuais falhas tecnicas serao investigadas unicamente pelo Tribunal de Contas da União.
A materia tambem limita a alta dos gastos estatais. O limite para o crescimento real das despesas sera reduzido para um virgula cinco por cento anualmente a partir de 2028, determinando tambem o bloqueio de emendas parlamentares na mesma proporcao dos cortes impostos ao Executivo em caso de descumprimento.
As penalidades ficam mais rigidas se o governo falhar no cumprimento das metas. Uma primeira infracao implicara na suspensao de subsidios e reajustes salariais acima da inflacao, alem de dobrar de dez para vinte por cento o corte de beneficios tributarios. Se houver reincidencia consecutiva ou um desvio superior a meio por cento do PIB, a retrancao nos incentivos fiscais alcancara trinta por cento.
A urgencia por medidas restritivas surge de projecoes desfavoráveis elaboradas pela IFI. O orgao calcula que o pais precisaria alcancar um superavit de dois virgula nove por cento do PIB apenas para estabilizar a divida publica, cuja trajetoria aponta para uma marca de cento e vinte e quatro por cento do PIB ate 2036.
O que muda para o investidor
A discussao de mecanismos rigidos de controle de despesas e punicoes automaticas para o descumprimento de metas mexe diretamente com as expectativas de solvencia do Estado. Para quem opera e investe em ativos locais e na formacao da curva de juros e do dolar, a introducao de travas legais mais duras e a atuacao de orgaos tecnicos na fiscalizacao do orcamento trazem novos parametros para a precificacao do risco soberano e da previsibilidade macroeconomica a medio e longo prazo.

