paraguai começa a repor saldos do ueno bank e traz alivio a usuarios
banco central do paraguai inicia repasse de valores a pessoas prejudicadas pela falencia do ueno bank em meio a crise institucional.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 2 MIN

O Banco Central do Paraguai iniciou nesta quinta-feira à tarde a restituição de depósitos para correntistas do Ueno Bank, conforme noticiou o InfoMoney. A medida atinge clientes afetados pela intervenção na instituição financeira digital, incluindo brasileiros que mantinham recursos retidos no exterior.
O processo de liberação de valores adiantados teve confirmação oficial repassada à agência AFP por José Maciel, que responde pela chefia da área responsável pelo fundo de garantia estatal no BC. A falência da entidade bancaria atingiu perto de três milhões de pessoas, montante equivalente a quase quarenta por cento dos habitantes paraguaios, provocando grave instabilidade política na nação vizinha.
A turbulência governamental se intensificou após o anúncio de afastamento voluntário feito por Santiago Peña, antigo acionista do banco, na quinta-feira, dia cinco, cuja saída acabou rejeitada pelo Parlamento por ausência de número mínimo de congressistas, segundo o Estadão. Peña atualmente enfrenta um processo de impeachment decorrente dos desdobramentos da intervenção no banco digital.
De acordo com o InfoMoney, a segunda fase de restituição abrange cerca de duzentas e sessenta e duas mil pessoas, dentro de um universo superior a setecentos e vinte e dois mil clientes beneficiados nesta etapa inicial. Entre os afetados estão empresários brasileiros com valores expressivos retidos, como o caso de um investidor com mais de um milhão de reais bloqueados, além de outros cidadãos que aguardavam os recursos para compromissos cotidianos, conforme relatado pelo Estadão.
O que muda para o investidor
Eventos de intervenção em instituições financeiras na América Latina reforçam a importância da prudência na alocação de capital transfronteiriço e na análise de risco regulatório e jurisdicional. Para operadores e investidores focados em responsabilidade fiscal e segurança jurídica, crises institucionais e o envolvimento de figuras políticas em bancos locais servem como sinalizador de volatilidade sistêmica, exigindo maior rigor na gestão de exposição cambial e de ativos fora do Brasil.



