Paxton diz que Texas seguirá republicano e pede comparecimento às urnas em disputa pelo Senado
Candidato republicano afirma que voto antecipado recorde favorece democratas, mas aposta que mais de 1 milhão de eleitores do partido ainda votarão e promete cortes de impostos.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O candidato republicano ao Senado pelo Texas, Ken Paxton, afirmou nesta terça-feira (Dia da Eleição) que o estado continuará sendo "um estado republicano forte", mas admitiu que o partido precisa de comparecimento maciço às urnas para evitar uma virada democrata. Em entrevista ao programa America Reports, da Fox Business, ele disse não planejar perder a disputa.
Segundo Paxton, os democratas "depositaram" muitos votos antecipados, enquanto mais de 1 milhão de eleitores republicanos ainda não haviam votado. Ele classificou o quadro como incomum e resumiu a estratégia: "Precisamos apenas que os republicanos apareçam. Se aparecerem, vamos ficar bem".
O voto antecipado no Texas bateu recorde, com 7,7 milhões de votos, segundo a apresentadora. O senador Ted Cruz, que fez campanha ao lado de Paxton na véspera, emitiu um alerta: se a eleição terminasse hoje, os democratas poderiam vencer todas as disputas estaduais, e, nas palavras dele, "se o nosso povo aparecer amanhã, nós vencemos".
Ataques ao adversário e disputa por votos
Paxton atacou o rival democrata, James Talarico, a quem chamou de socialista democrata. Segundo o candidato, Talarico tenta conduzir a campanha como se fosse moderado, mas votou a favor de medidas sobre imposto de renda e sobre meninos em esportes femininos, além de ter patrocinado projeto que, na avaliação de Paxton, buscaria prejudicar a indústria de petróleo e gás. Paxton também afirmou que o adversário nunca votou para reforçar a segurança da fronteira.
Sobre o financiamento, Paxton rebateu a imagem de azarão usada por Talarico, que se comparou a Davi contra Golias. Segundo o republicano, a maior parte dos recursos do rival veio de fora do estado, incluindo US$ 16 milhões de Reed Hoffman, da Califórnia, enquanto mais de 80% de seus próprios recursos seriam de doadores do Texas.
Questionado sobre o voto hispânico, que apoiou o presidente Donald Trump em peso há dois anos, Paxton disse que ninguém sabe o que acontecerá. Ele apostou que esses eleitores não aderirão ao que chamou de mensagem radical do adversário. Também afirmou ter "nenhuma dúvida" de que conseguirá unir o Partido Republicano após uma primária difícil.
Agenda econômica e o que isso significa para o investidor
A apresentadora destacou que o preço da gasolina no Texas caiu cerca de US$ 0,30 no último mês e está bem abaixo da média nacional. Ainda assim, democratas locais exploram o tema do custo de vida. Paxton respondeu com um plano próprio de corte de impostos: dedução de até US$ 25.000 por pessoa em despesas médicas, de US$ 5.000 para mensalidade de academia e esportes, e de US$ 50.000 para compradores de imóveis, diante da alta dos preços das casas.
Segundo o candidato, a ideia é permitir que as pessoas "fiquem com mais do que ganham", pois a inflação teria vindo do governo Biden. Para o investidor, o desfecho no Texas, estado que Paxton descreve como um dos que mais prosperam economicamente, será observado como termômetro do equilíbrio de forças no Senado e, por consequência, da agenda de impostos e de gastos públicos. A transcrição não traz projeções de mercado, e o resultado das urnas ainda era desconhecido.





