Pompeo rebate Sanders e diz que EUA podem encerrar guerra com o Irã reabrindo o estreito e asfixiando a economia iraniana
Ex-secretário de Estado diz que pressão econômica e ação militar derrubariam preços de energia, enquanto Sanders propõe cortar o financiamento do conflito.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O ex-secretário de Estado Mike Pompeo afirmou que os Estados Unidos podem "absolutamente" encerrar o conflito com o Irã, desde que isso signifique reabrir o estreito, reduzir os preços da energia e negar a Teerã a capacidade de ameaçar o mundo. A declaração foi dada ao programa America's Newsroom, da Fox News, em resposta à proposta do senador Bernie Sanders de suspender o financiamento da guerra.
Sanders, um dos nomes da ala mais à esquerda do Congresso, disse que os democratas podem parar o conflito não apenas com resoluções, mas cortando o dinheiro. Segundo o senador, a guerra custou "centenas de bilhões de dólares" e o preço da gasolina e de outros itens básicos disparou. Os números são de Sanders e não foram verificados na transmissão.
A resposta de Pompeo
Pompeo classificou como "tolice" a ideia de que os EUA possam recuar e, com isso, ver os preços de energia caírem. Na avaliação dele, quem à direita critica o esforço para impedir que o Irã tenha uma arma nuclear, por razões de política interna, não entende a seriedade do presidente Donald Trump em proteger os americanos.
O ex-secretário disse ainda que uma retirada permitiria aos iranianos "esperar" o fim do mandato de Trump no poder, com os preços de energia travados em patamar elevado. Ele afirmou esperar que o presidente conclua o trabalho e que os preços caiam "apesar de Bernie Sanders".
Bloqueio econômico e pressão sobre terceiros
O apresentador citou uma declaração atribuída ao aiatolá, segundo a qual a nação iraniana teria progresso e o cenário estaria montado para um declínio cada vez mais rápido do domínio dos EUA, e perguntou se é possível encerrar o conflito e como. Pompeo respondeu que Estados Unidos, Israel e parceiros do Golfo têm capacidade para isso. Segundo ele, o bloqueio econômico e a pressão sobre terceiros para que não financiem o regime iraniano podem estrangular a economia do país.
Com o tempo, avaliou, o povo iraniano encontrará espaço para mudar o regime, e os EUA precisarão continuar o que chamou de trabalho "cinético" duro. Pompeo também citou uma ação americana às vésperas de uma eleição, sem detalhá-la na transmissão, para defender que ameaças com sistemas de defesa e armas ofensivas sejam respondidas de forma séria.
Ucrânia e o paralelo com o Irã
O programa também abordou o apelo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por sistemas de defesa aérea após um ataque russo. Zelensky disse que a maioria das vítimas eram civis que foram receber ajuda e que os russos sabiam tratar-se de uma instalação humanitária. O apresentador relatou que nove bombas russas atingiram uma antiga escola usada para ajuda humanitária, e que dezenas de pessoas morreram.
Para Pompeo, os problemas do Irã e da Ucrânia são semelhantes. Ele disse esperar que os EUA continuem a fazer o necessário para dissuadir o mal, sem apaziguar Vladimir Putin, sem fechar um "mau acordo" com os aiatolás e sem permitir que o líder chinês Xi Jinping reivindique vitória.
Para o investidor, o debate recoloca o preço da energia no centro da disputa política em Washington. De um lado, a proposta de cortar recursos para encerrar o conflito; de outro, a tese de que só a pressão sustentada sobre Teerã reabriria o estreito e aliviaria os preços. Ambos os lados, segundo a transmissão, ligam o desfecho ao custo de combustíveis e ao orçamento americano, variáveis que seguem no radar de bolsas, juros e câmbio.


