Derrota de Trump nas legislativas dá ao Partido Democrata o controle do Congresso americano
Democratas ganham Câmara e Senado em meio de mandato, com aprovação de cerca de 32% do presidente, segundo Diário do Poder.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE DIÁRIO DO PODER · 2 MIN

Na eleição legislativa de 4 de novembro de 2026, a legenda democrata passou a comandar a Câmara dos Representantes e o Senado dos EUA, de acordo com Diário do Poder. O resultado é um revés para Donald Trump, cuja aprovação estava em torno de 32% pouco antes do pleito.
Segundo a mesma publicação, o partido do governo perdeu bancadas em 19 de 21 disputas de meio de mandato realizadas desde 1946. As exceções citadas foram 1998, com Clinton, e 2002, com G. W. Bush. O padrão histórico, portanto, já sugeria dificuldades para a legenda governista nesse tipo de votação.
Na boca de urna, o encarecimento do dia a dia, o confronto militar com Teerã e denúncias de desvio de verbas públicas apareceram como os principais fatores. Juntos, esses temas formaram o pano de fundo de uma eleição que, segundo Diário do Poder, foi decidida em grande parte pela economia do dia a dia.
Um dos resultados mais simbólicos veio do Texas. James Talarico foi eleito senador pelo estado, o primeiro eleito pelo Texas desde 1988, e Gina Hinojosa derrotou o governador Greg Abbott na disputa pelo governo estadual. Além disso, os democratas arrancaram vitórias em Maine, Iowa, Ohio, Kansas, Carolina do Norte e Carolina do Sul.
O que está em jogo é o equilíbrio de poder nas duas casas pelos próximos dois anos. Na prática, quando um partido controla a Câmara e o Senado, o outro perde força para definir a agenda legislativa e o rumo do orçamento. Para quem defende responsabilidade fiscal, a pergunta central é quem terá a palavra final sobre gastos e impostos a partir de agora.
Reflexos na bolsa
Conforme a Investing.com, após a vitória democrata, a cotação dos mineradores de ouro foi para cima, o valor das companhias de estrutura digital dedicada à IA recuou e o setor de energia limpa ganhou terreno. Esses movimentos mostram como o mercado reagiu à mudança de equilíbrio político, mas não permitem prever a direção dos preços nem indicam o que fazer com esses papéis. O ponto para o investidor é acompanhar como o novo Congresso vai tratar orçamento, juros e setores regulados, temas que os fatos apurados ainda não detalham.


