Senador republicano diz que EUA avaliam quarentena naval, ataques ou diplomacia com o Irã após as eleições de meio de mandato
Em entrevista à Fox Business, o senador Tim Sheehy afirma que Trump e sua equipe pesam todas as opções e que acordos com o regime iraniano exigem fiscalização imediata.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 2 MIN
O senador republicano Tim Sheehy, de Montana, afirmou que o presidente Donald Trump e sua equipe avaliam todas as opções para lidar com o Irã depois das eleições de meio de mandato, o que pode incluir a continuação de uma quarentena naval, ataques militares ou diplomacia. A declaração foi dada em entrevista ao canal Fox Business.
A pergunta do apresentador partiu de relatos na imprensa sobre conversas entre os EUA e a Guarda Revolucionária iraniana. Segundo o apresentador, Trump pareceu sugerir uma missão de bombardeio logo após o fim da eleição. Sheehy, ex-integrante das forças especiais da Marinha (Navy SEAL), não detalhou planos específicos, mas disse que todas as alternativas seguem sobre a mesa.
Sheehy sustentou que o conflito dura quase meio século e que foi iniciado pela Guarda Revolucionária e pelos islamistas radicais que governam o país. Na avaliação do senador, a maioria dos americanos esqueceu a gravidade da ameaça. O apresentador, por sua vez, afirmou que o Irã trava uma guerra contra os EUA desde 1979.
Diplomacia com salvaguardas
O senador disse esperar que o impasse seja resolvido de forma pacífica, em razão do risco para militares americanos em uniforme. Segundo ele, a esperança é que os líderes iranianos concluam que a paz é a melhor opção. Para Sheehy, Trump é o primeiro presidente em meio século a compreender plenamente a ameaça e a enfrentá-la de frente.
Questionado sobre se negociações, tratados e acordos podem dar resultado, Sheehy foi direto: na visão dele, não há acordos possíveis com o aiatolá e sua liderança radical. O senador argumentou que o regime começaria de imediato a minar qualquer entendimento e a buscar formas de enfraquecer a posição dos EUA no mundo.
Por isso, afirmou, qualquer diplomacia precisaria de estrutura e de salvaguardas militares, de modo que os EUA possam identificar descumprimentos e fazer cumprir os termos de imediato.
O histórico e o que observar
Sheehy lembrou que, em acordos anteriores, Washington deu dinheiro em espécie e aliviou sanções na esperança de que Teerã honrasse o combinado, o que, segundo ele, nunca ocorreu. Para o senador, qualquer novo acordo deve partir da premissa de que será violado.
A transcrição não traz dados sobre preço do petróleo, juros, dólar ou bolsas. Ainda assim, para o investidor, o tema é relevante: a possibilidade de ataques ou de manutenção da quarentena naval depois das eleições mantém o Irã como fator de risco geopolítico a ser acompanhado.
O desfecho dependerá da decisão da Casa Branca após a votação e da disposição de Teerã em negociar. Por ora, as declarações refletem a posição de um senador aliado de Trump, e não um anúncio oficial do governo.






