Trump diz que pode virar 'Mr. Veto' se democratas controlarem o Congresso, e eleição em Michigan ganha peso
Presidente aposta em viagens de campanha para mobilizar a base, enquanto uma deputada democrata rompe com o partido e apoia o republicano na disputa pelo Senado em Michigan.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE BLOOMBERG TELEVISION · 3 MIN
O presidente Donald Trump afirmou à Fox News que poderia se tornar o "Mr. Veto" caso os democratas assumam o controle do Congresso, segundo a Bloomberg Television. A declaração reforça a disputa pelas duas Casas legislativas nas eleições de meio de mandato e levanta dúvidas sobre a capacidade do governo de aprovar sua agenda.
A correspondente da Bloomberg em Washington, Tyler Kendall, avaliou que a principal pergunta é se Trump conseguiria trabalhar com os democratas ou se ficaria como um presidente enfraquecido caso o Congresso fique dividido. Ela ressaltou que ainda não se sabe o resultado da disputa pelo controle das Casas.
Agenda legislativa sob risco
Segundo a análise apresentada no vídeo, caso os democratas consigam virar as duas Câmaras, a agenda legislativa provavelmente "travaria". Trump, observou a correspondente, tem se apoiado mais em sua autoridade executiva do que na do Congresso.
Há, porém, limites a esse caminho. Certas ações executivas não estariam garantidas, como no caso de o Senado decidir bloquear indicações do presidente para cargos executivos ou judiciais, de acordo com a análise.
Novas reportagens da Bloomberg News indicam que estrategistas republicanos, ao examinar o mapa eleitoral, ainda enxergam um caminho para manter o controle. A própria apresentadora destacou que o desfecho segue incerto.
É por isso, segundo a avaliação da correspondente, que Trump intensificou a presença na campanha. Ele retomou no fim de semana paradas em Kansas e Iowa, originalmente canceladas, em parte porque os republicanos tentam mobilizar a base que votou no presidente por margem de dois dígitos nesses estados, onde jogam na defesa em grande parte das disputas.
Michigan: uma virada inesperada
O episódio que mais chamou atenção foi em Michigan. A deputada democrata Haley Stevens, que disputou a indicação do partido ao Senado e perdeu em uma primária descrita como desgastante, pessoal e controversa, passou a apoiar o candidato republicano em vez de Abdul El-Sayed, o nome democrata. A decisão contou com o respaldo de Trump.
Há versões diferentes sobre o motivo. Segundo a Bloomberg, Stevens indicou ter se sentido excluída da campanha de El-Sayed e, de acordo com relatos, chegou a ser desconvidada de alguns eventos. Ela havia dito, após a derrota, que apoiaria El-Sayed.
O estado é decisivo porque a cadeira é hoje ocupada por um senador democrata, Gary Peters. Para o partido, o desafio em Michigan é manter a vaga, e não conquistá-la. A correspondente classificou a disputa como de vitória obrigatória para os democratas.
O cenário econômico também pesa. Segundo a Bloomberg, Michigan expõe as dificuldades da economia melhor do que qualquer outro estado: o preço médio nacional do galão de gasolina é 37 centavos de dólar menor do que o praticado ali. Para o investidor, a combinação de um Congresso possivelmente dividido, ameaça de vetos e pressão sobre os preços de combustíveis é um fator de incerteza política a ser acompanhado nas contas públicas e na agenda econômica.






