Vance atribui derrota republicana à guerra e vê Democratas ganharem fôlego para 2028
Em post na rede X, vice-presidente diz que o conflito pesou nas urnas. Segundo a Fox News, vitórias democratas já alimentam especulação sobre a corrida de 2028.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE FOX BUSINESS · 3 MIN
O vice-presidente JD Vance rompeu o silêncio sobre o desempenho dos republicanos nas eleições desta semana e apontou a guerra como o motivo da derrota. Em um longo post na rede X, segundo relato do apresentador Bill na Fox Business, Vance escreveu que "a razão pela qual perdemos é a guerra" e disse que o próprio presidente Donald Trump afirmou o mesmo na noite anterior.
O vice-presidente citou uma consulta feita pelo presidente ao seu pesquisador. De acordo com o relato, o levantamento indicava derrota por 13 pontos em uma votação genérica para o Congresso. Vance listou as quatro principais respostas dos eleitores: encerrar a guerra, focar no custo de vida e na inflação, colocar a América em primeiro lugar e mudar a relação com Israel.
A discussão sobre o custo político
Vance também afirmou que, para quem defende que valeu a pena perder o Senado pelos próximos seis anos, o argumento ainda não foi feito, e que quem pensa assim deveria apresentá-lo. Segundo o relato, ele escreveu que todos sabem por que o partido perdeu e que qualquer conversa honesta sobre o futuro deve começar por aí.
Na avaliação da apresentadora Martha MacCallum, o vice-presidente deixa claro que sempre foi contra a guerra. Ela acrescentou que ele deve estar satisfeito com a decisão de Trump de encerrar o financiamento a Israel, anunciada na manhã anterior, que classificou como "uma grande movida".
Corrupção e o risco de investigações
A apresentadora Dana lembrou que o tema número um na análise de eleitores da emissora, a corrupção, ficou fora das quatro respostas principais citadas por Vance. MacCallum respondeu que o assunto tem duas faces. Segundo ela, corrupção ocorre quando se despeja tanto dinheiro público que ele acaba abusado, com fraudes das quais pessoas enriquecem, e citou o caso de Minnesota. Bill lembrou que, na pesquisa da emissora sobre o tema, o recorte foi de 39 democratas, 32 republicanos e 31 independentes.
Dana avaliou que os democratas falam em corrupção e supervisão, mas evitam a fraude em Minnesota, e que seu alvo será a Casa Branca. Em concordância, um dos participantes disse que eles irão atrás de pessoas ligadas ao presidente, "com toda a certeza". Para o investidor, a perspectiva de maior fiscalização sobre o Executivo é um fator político a acompanhar, embora a transcrição não trate diretamente de mercados.
O tabuleiro de 2028
A Fox News também dedicou espaço aos democratas que venceram. Segundo Dana, vários deles estão entre mais de uma dúzia de nomes que podem pensar na Casa Branca, e as vitórias podem servir de trampolim para 2028. MacCallum citou Shapiro, Pritzker e Ossoff entre os vencedores e disse que é possível perceber, no comportamento deles, a pergunta que fazem a si mesmos: "é este o meu momento?".
Elogiou ainda o discurso de Abdul El-Sayed, que, segundo ela, resumiu sua mensagem em "dinheiro fora da política, dinheiro no seu bolso, Medicare para todos", uma fórmula simples e coesa. Ela observou que há quem o chame de "o Obama muçulmano" e lembrou que Obama passou dois anos no Senado antes de concorrer à presidência.
No campo republicano, MacCallum disse que Trump quer uma primária aberta e que deve gostar de assistir a um processo "estilo O Aprendiz". Em resumo, segundo a Fox News, o partido precisará enfrentar o veredito das urnas sobre a guerra, o custo de vida e a corrupção, enquanto os democratas aquecem a disputa por 2028. Os juros, o dólar e as contas públicas não foram abordados na transcrição, e os efeitos sobre os mercados dependerão de como essas pautas evoluirão.


