Mercado americano oscila antes das eleições e investidor brasileiro aguarda o Copom
Apple pesa no humor dos investidores, petróleo recua depois de mais uma ofensiva americana contra o Irã e o comunicado do BC vira o foco por aqui.
POR REDAÇÃO THE X-TRADER NEWS · COM INFORMAÇÕES DE INFOMONEY · 3 MIN

Os principais índices de Nova York fecharam mistos na véspera, e a atenção dos investidores se divide entre a política americana e a decisão monetária no Brasil. Segundo InfoMoney, as urnas da eleição legislativa intermediária nos EUA fecham nesta terça-feira, enquanto a reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, acontece nesta quarta.
O balanço da Apple foi o principal fator de desgaste do dia. De acordo com InfoMoney, os resultados trimestrais da empresa vieram decepcionantes e pioraram o sentimento do mercado. Logo no início do pregão de terça-feira (3/11), conforme o Money Times, o Dow Jones perdia 0,50% e estava em 51.724,84 pontos. O S&P 500 ganhava 0,18%, para 7.555,33 pontos, enquanto o Nasdaq somava 0,59%, chegando a 25.312,173 pontos.
Segundo o Money Times, o pleito vai escolher 435 deputados federais, eleitos por dois anos, além de 35 dos 100 assentos do Senado, que têm mandato de seis anos. Para Ryan Detrick, da Carson Group e colaborador da CNBC, os mercados podem ter um período de calma depois da votação, conforme InfoMoney. A reportagem de Seu Dinheiro lembra que a expressão “pato manco” surgiu na Inglaterra do século 18 para designar investidores falidos, e que nos EUA passou a descrever políticos no fim de ciclo, sem poder.
No petróleo, a cotação caiu após um tombo na sessão anterior e mais uma ofensiva americana contra o Irã, de acordo com InfoMoney. O movimento mantém a geopolítica no centro das atenções de quem acompanha energia e os índices americanos.
No Brasil, a Selic está em 13,75%, e o mercado aposta na manutenção dos juros nesta quarta, segundo InfoMoney. Para quem acompanha a bolsa e o câmbio, o texto divulgado pelo BC é o que mais deve mexer com os papéis locais. O pano de fundo inclui incertezas fiscais e inflação acima da meta. Nesse contexto, ganha espaço a discussão sobre propostas de André Lara Resende para reduzir o custo estrutural da dívida pública. A agenda de quarta também traz o balanço do Itaú, segundo Seu Dinheiro.
O que muda para o investidor
Para quem opera bolsa, Nasdaq, juros e dólar, o dia junta duas leituras. Lá fora, o balanço da Apple e o resultado da eleição devem definir o humor de Wall Street nos próximos pregões. Aqui dentro, o comunicado do Copom tende a ser o principal ponto de referência para os ativos brasileiros, porque o mercado já trabalha com a manutenção da Selic. Como o cenário fiscal e a inflação acima da meta seguem no radar, a leitura do texto do BC deve pesar mais do que a simples decisão. Esta reportagem não traz recomendação de compra ou venda nem previsão de preços.

